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Manutenção

O que é o teste de teor de água por crepitação?

 26 de abril

Você já sabe que água no óleo, dependendo da concentração, pode ser um problema enorme para a manutenção. Nem sempre, porém, essa contaminação é grave, e a segunda etapa do diagnóstico é o teste de teor de água por crepitação. Veja de que maneira esse teste se relaciona com a análise de teor de água por Karl Fischer e por que ela é uma etapa obrigatória na avaliação da contaminação do óleo por água.

teste de teor de água por crepitação

O que é o teste de teor de água por crepitação?

Você já viu o que ocorre quando cai algo úmido numa frigideira com óleo quente. Dá-se um chiado característico que até assusta, e, dependendo da quantidade da umidade, pode até pular óleo fervente no cozinheiro.

Bem, o curioso é que não é necessário muita água para ouvirmos os estalidos. Basta 0,1% de água!

Essa situação tão interessante de resposta foi a principal motivadora para a criação de um ensaio oficializado para água em óleo lubrificante.

O teste de teor de água por crepitação é um ensaio descrito pela norma da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT)  – NBR 16358 –, que tem por objetivo diagnosticar, de modo qualitativo, a presença ou a ausência de água em amostras de óleo lubrificante com ponto de fulgor acima da temperatura de ebulição da água. Recebe o nome de “crepitação” em razão do ruído que o óleo produz ao ser submetido ao teste. Durante o ensaio, uma amostra de lubrificante é colocada sobre uma superfície quente: se o fluido produzir ruídos ou estalos com o aumento da temperatura, significa que há contaminação por água.

É importante observar que, ainda que seja simples, esse é um procedimento perigoso. Óleos quentes oferecem risco de acidentes com queimadura, e, dependendo da situação, eles podem até incendiar. Por isso, é importante que você adote as práticas de segurança recomendadas pela ABNT para prevenir-se de acidentes de trabalho e prejuízos financeiros em sua atividade.

O ensaio de crepitação ou “chapa quente” serve também para detectar a presença de suspensões voláteis e fluidos refrigerantes nos óleos. Apesar de simples, é um procedimento cuja aplicação no diaadia de trabalho de oficinas, indústrias ou quaisquer canteiros de trabalho onde estejam suas máquinas pode ajudar a prevenir inúmeros problemas técnicos.

O teste de crepitação é sensível até que ponto?

Todos os óleos lubrificantes contêm alguma presença de contaminação por partículas e água.

A grande questão é saber qual o nível permitido para a sua máquina e se o ensaio escolhido consegue detectar esse nível. Ou seja, qual o limite mínimo de detecção do método. Esse é o termo científico para a pergunta “sensível até que ponto?”. Tudo depende do próprio óleo que está sendo testado.

A maioria dos óleos lubrificantes minerais começa a dar sinais de crepitação com níveis iguais ou maiores que 0,1% ou 1.000 ppm.

Dica: Para converter porcentagem em ppm, basta multiplicar o valor porcentual por 10.000, e vice-versa

Contudo, existem certas bases que praticamente não crepitam nunca. É o caso de poliglicóis, os quais não crepitam nem com presença de água maior que 5% (50.000 ppm).

Por outro lado, existem outras formulações que crepitam com níveis de água da ordem de 0,05% (500 ppm).

Qual valor considerar? Por tradição e por segurança, o valor de 0,1% (1.000 ppm) é o consenso geral como limite mínimo de detecção.

Tudo bem! O óleo da minha máquina é do tipo que crepita. E, agora, posso fazer o teste de crepitação?

“Muita calma nessa hora”! Já diz o ditado popular.

Agora precisamos saber se sua máquina pode trabalhar com níveis de água dentro do limite mínimo de detecção.

Felizmente, uma grande variedade de máquinas tolera 0,1% (1.000 ppm) de água.

Mas, se não for o seu caso, é obrigatório o emprego de ensaios com limites de detecção menores.

Vamos exagerar? Então pensemos em óleos isolantes de transformadores de alta tensão.

Para a classe de 145.000 volts, o nível de água permitido é, atualmente, de 20 ppm (0,002%). Portanto, nem podemos pensar no teste de crepitação!

Compressores de refrigeração e sistemas hidráulicos bem delicados são outros exemplos comuns de máquinas que precisam de níveis de água bem abaixo dos 1.000 ppm. Nesses casos, crepitação não é  o melhor caminho. Já em motores a combustão ou em muitas caixas de engrenagens, sim!

Meu teste de crepitação deu positivo? O que fazer?

Você está no campo e foi você mesmo quem fez o teste? Sua máquina, por acaso, tem justamente indicações para não trabalhar com mais que 0,1% ou próximo a isso?

Então, nossa sugestão é:

  • Colete uma nova amostra, com bastante cuidado, e repita seu teste.
  • Se deu positivo, inicie já as tarefas para tratar, secar ou trocar o óleo de uma vez.
  • Tendo dado positivo ou não, colete uma nova amostra com bastante cuidado e envie para que o laboratório execute o ensaio de Karl Fisher. Saber o nível exato ajudará você a pesquisar métodos a fim de evitar nova contaminação.

Não foi você quem fez o teste em campo? Foi o laboratório quem o executou?

Bem, no caso da ALS, os programas de ensaios que iniciam com o teste de crepitação já contemplam o ensaio de Karl Fisher, para que você saiba qual o nível de contaminação real e quais providências devem ser tomadas.

Mas a melhor recomendação de todas é: monitore com regularidade.

Consulte a ALS . Nós podemos lhe ajudar bastante.

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