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Manutenção

Aparência de lubrificantes: Tão simples e tão útil!

 21 de maio

Muitos problemas com equipamentos lubrificados podem ser identificados rapidamente no campo, ao pé da máquina. Basta prestar atenção à aparência do lubrificante.

Contudo, não é suficiente para uma conclusão detalhada a respeito da presença de contaminação ou degradação do lubrificante. Descubra no artigo a seguir como isso funciona.

O que é a análise de aparência de lubrificantes?

A análise de aparência de lubrificantes é a avaliação baseada nas propriedades organolépticas do produto. Isto é, que podem ser averiguadas com base nos sentidos físicos do ser humano. Os sommeliers, isto é, os especialistas em vinho, utilizam essas propriedades depois de praticar bastante. Assim como eles, o profissional da manutenção precisa  praticar para reconhecer as diferenças que um lubrificante pode apresentar.

Assim como no vinho, o odor é um parâmetro muito importante. Mas pode ser muito perigoso cheirar uma amostra. Produtos tóxicos muitas vezes estão presentes.

Então, vamos nos limitar à observação visual.

A observação de alteração na turbidez, presença de material em suspensão, alteração de coloração, translucidez, fases distintas e outros sinais que podemos perceber por simples observação visual do lubrificante é o que chamamos de “análise de aparência”.

As alterações visuais podem ser quantificadas por ensaios que exigem instrumental. Por exemplo, a coloração possui métodos instrumentados  para a determinação da cor. Normas como a NBR 14483 da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) ou a ASTM D1500 empregam um colorímetro e reportam os resultados de acordo com padrões.

Assim, na avaliação instrumentada da cor, no lugar de dizermos “amarelo-claro” pela aparência da coloração visual, um colorímetro poderá reportar o grau desde 0,5 até 1,5. Um óleo muito escuro receberá graus maiores que 5. O grau 8 é o final da escala.

O que os resultados desse ensaio podem dizer de importante

Frequentemente associa-se a cor do óleo à sua viscosidade, o que não é correto. Um óleo mais escuro não significa óleo mais viscoso, necessariamente.

Se a turbidez estiver elevada ou se forem detectados sedimentos em suspensão, pode ser que seu óleo esteja contaminado com água, partículas sólidas ou biológicas. Ou seja, um óleo em boas condições deve ter aparência límpida. Sabe-se, por exemplo, que óleos turvos em geral indicam contaminação por água, mas testes complementares serão necessários para confirmar.

Em caso positivo, se o óleo tiver sido adquirido recentemente, transportado e estocado de modo adequado, então o fornecedor deve ser acionado. No caso de o óleo estar em uso, procedimentos pertinentes de tratamento como desidratação e filtragem do lubrificante deverão ser realizados pela sua equipe de manutenção.

Destaca-se também que a presença de água pode ter favorecido a corrosão de partes internas do equipamento.

Posso avaliar a aparência de lubrificantes em campo?

Mais do que poder, cremos que você deve fazer a avaliação em campo.

Depois de realizada a coleta, a análise de aparência pode e deve ser feita logo que a amostra for colhida. Bastam alguns cuidados simples.

Dicas:

  • Não confunda incolor com transparente. Incolor não é branco. Incolor é aquele que não possui cor alguma, e transparente é aquele que deixa a luz passar livremente. Uma lente de óculos é sempre transparente, mas pode ser colorida. Já um vidro de janela levemente jateado pode até ser incolor, mas não é transparente. Ele é translúcido.  E o exemplo clássico, a água puríssima, é incolor e transparente.
  • A luz  é afetada pelo comprimento do caminho óptico. Na prática, a espessura do recipiente. Experimente avaliar a coloração de um mesmo líquido em frascos largos e em frascos estreitos. Nos frascos largos, a coloração é mais intensa.

O frasco de coleta de lubrificantes da ALS  é incolor e transparente. Esse frasco pode ser utilizado para a análise de aparência.

Já o frasco para coleta de óleos isolantes da ALS não é incolor, embora seja transparente. Ele é da cor âmbar, visando proteger a amostra dos efeitos da luz. Não é indicado para avaliação de aparência.

Como alternativa no campo, utilize um frasco de vidro. Um pequeno copo d’água incolor já é de grande ajuda.

Cuidados na avaliação da aparência:

  • Utilize sempre o mesmo tipo de recipiente (incolor, transparente e do mesmo tamanho).
  • Deixe a amostra descansar por alguns minutos. Bolhas de ar dão a impressão de falsa turbidez, e alguns contaminantes precisam de tempo para ser notados.
  • Observe e anote:
    • Coloração visual (amarelo, castanho-claro, esverdeado, etc.)
    • Transparência (turvo, límpido, etc.)
    • Material em suspensão  ou decantados ou presença de fases. Não utilize imãs na amostra que irá para o laboratório. Se necessário, averiguar se o material é magnético e, então, colete nova amostra.

Dica: “fase” é como chamamos dois ou mais líquidos que não se misturam, como água e óleo.

Percebi algo estranho na aparência do lubrificantes! Que devo fazer?

Envie a amostra ao laboratório imediatamente. E comunique ao laboratório suas observações. Suas observações certamente auxiliarão no diagnóstico.

Enquanto os resultados do laboratório não chegam, tome algumas providências. Elas podem salvar sua máquina.

Mesmo que a coleta não tenha sido feita no fundo do reservatório (raramente o melhor ponto para a coleta), sempre existe a possibilidade de algum acúmulo transitório.

  • Se a aparência indicar turbidez, faça uma pequena purga e colete novamente e observe.
  • Se os sinais não forem mais visualmente perceptíveis, apenas aguarde os resultados de exames laboratoriais.
  • Se os sinais se tornarem significativamente mais fracos,  prepare-se para executar tratamento do óleo (ou troca, dependendo do volume) e aguarde a resposta do laboratório.
  • Se os sinais ainda forem intensos, inicie as buscas por pontos de contaminação e prepare-se para intervir (tratamento ou troca do óleo, conforme o volume).

Avaliação da aparência é definitiva?

Ainda que técnicos experientes possam identificar inúmeras variações no lubrificante valendo-se de observações em campo, não é possível ter certeza a respeito da origem do problema apenas empiricamente. Somente com base em procedimentos padronizados em laboratório e com validade científica, será possível diagnosticar  a situação.

Saiba como a ALS Tribology pode ajudar você a garantir a durabilidade de seus equipamentos. Entre em contato conosco.

 

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