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Manutenção

Saiba quais são as principais características da qualidade do óleo combustível marítimo

 25 de julho

Introdução

Utilizados nos sistemas de propulsão de motores principais, de grandes dimensões, os óleos combustíveis marítimos apresentam requisitos de qualidade diferentes dos que são exigidos para os combustíveis industriais.

Conheça agora um pouco mais sobre os óleos combustíveis marítimos, suas aplicações e características.

 

Tipos de óleos combustíveis marítimos

Eles podem ser divididos em duas categorias. Na primeira, são chamados de residuais, de óleos combustíveis marítimos ou bunker, e são feitos a partir de formulações contendo grandes frações de resíduos e outros óleos diluentes. Os índices de viscosidade devem atender às necessidades dos motores, com base nas possíveis temperaturas de se aquecer o óleo na instalação que o utiliza. Além disso, a massa específica, as quantidades de água, vanádio, sódio, alumínio e silício, resíduo de carbono e teor de cinzas também são fatores que diferenciam esses óleos combustíveis marítimos.

Já os que recebem os nomes de diesel marítimo, conhecidos como DMA ou marine gasoil, são produzidos a partir das partes mais leves do processo de refino, majoritariamente de gasóleos atmosféricos. Eles possuem qualidades de classificação diferentes dos anteriores. A viscosidade cinemática e a massa específica são inferiores. Esse tipo de óleo também deve atender a certas propriedades, como o índice correto de cetano, estabilidade a oxidação e aparência.

 

Principais características de qualidade

Os óleos combustíveis marítimos possuem diversas características que definem sua qualidade e são essenciais para garantir que o produto funcione de maneira adequada, sem prejudicar ou trazer riscos aos motores de barcos ou navios.

– Viscosidade

A viscosidade é das mais importantes características para a aquisição e uso dos óleos combustíveis marítimos em barcos e navios. Isso porque sua escolha depende das capacidades de armazenamento, manuseio, e disponibilidade do sistema de aquecimento, a fim de atingir a viscosidade necessária para se fazer a injeção no motor. Quanto mais viscoso for o óleo, maior a temperatura necessária para se aqueça e atenda o valor requerido para injeção no motor.

– Escoamento

Os óleos combustíveis marítimos devem escoar à temperatura de sua utilização, sem que isso gere cristalização ou depósito de parafinas nas tubulações. Isso é controlado por meio de ponto de fluidez. Sendo assim, apenas óleos com pontos de fluidez mais baixos que as temperaturas ambientes podem ser transportados por oleodutos e estocados em tanques sem aquecimento.

– Qualidade de ignição

Esse é o principal aspecto que diferencia o óleo combustível marítimo do industrial.  Esse fator é, de maneira indireta, controlado pela aromaticidade do óleo, que, por sua vez, é indicada pelo calculated carbon aromaticity index (CCAI). O CCAI é gerado a partir da função da viscosidade e densidade.

Para valores aproximados de ebulição, os combustíveis marítimos podem apresentar maiores índices de densidade, de CCAI e pior qualidade de ignição. Um teste que determina o retardo de ignição, o Fuel Combustion Analyser (FCA), vem sendo feito como alternativa ao CCAI para que se possa avaliar a qualidade de ignição do óleo bunker. O resíduo de carbono gerado determina a tendência que o óleo combustível marítimo tem de formação de depósitos no motor, o que pode gerar características de combustão abaixo do ideal. Esse aspecto está diretamente relacionado ao teor de asfaltenos, em que, sua presença, compromete a nebulização e combustão do óleo, além de provocar o surgimento de borras em função da incompatibilidade com outras substâncias presentes no produto.

– Emissão de poluentes, corrosão e desgaste de materiais

Os óleos combustíveis marítimos não devem conter sedimentos, sejam esses inorgânicos ou orgânicos. Eles podem se acumular nos bicos dos injetores, obstruir a passagem do óleo e gerar erosão. Isto é obtido por meio do controle do teor de cinzas, resíduo, água e sedimentos.

Quando presente, a água diminui o poder calorífico do óleo combustível, devendo ser eliminada na centrífuga para não causar corrosão nas peças metálicas em ação conjunta com outros contaminantes. Ela, se encontrada em grandes quantidades, também aumenta as chances de formar emulsões que podem gerar problemas na nebulização do produto, principalmente em casos em que o teor de enxofre é alto. Os elementos metálicos que podem estar presentes nos óleos combustíveis marítimos não queimam, e podem formar óxidos que se concentram nas cinzas. Entre esses elementos destacam-se o alumínio, o silício, o sódio e o vanádio.

 

Conclusão

O uso correto dos óleos marítimos evita gastos excessivos, danos aos equipamentos e manutenções constantes em decorrência de problemas com acúmulos de sedimentos ou entupimentos. Com a utilização adequada, é possível tirar o máximo proveito do produto, atendendo a todos os requisitos de segurança.

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Comentários:

Manutenção Preditiva | 27 de julho
[…] São muitos os fatores que afetam negativamente na qualidade dos óleos e, consequentemente, no bom funcionamento dos equipamentos marítimos. Baixa viscosidade, cristalização no escoamento, corrosão e desgaste dos materiais são alguns deles, já discutidos neste texto. […]

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