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Manutenção

Qual o intervalo ideal entre as coletas de óleo?

 12 de janeiro

Antes de mais nada, precisamos entender a curva P-F, o intervalo P-F e o planejamento de tecnologias preditivas, que é fundamental na construção de um programa de manutenção preditiva.

A compreensão da curva P-F, como a maioria de nós sabemos, é o que vai ajudar um gerente de manutenção ou confiabilidade a vender a necessidade de tecnologias preditivas, como análise de vibração, análise de óleo, entre outras. Isso também deve ser implementado corretamente, reduzindo a quantidade de manutenção reativa que está sendo executada em sua planta. O que a curva P-F original não fará é maximizar o benefício do programa de preditiva sem que haja uma aplicação efetiva das ferramentas.

Abaixo está a curva P-F com a qual a maioria das pessoas está familiarizada.

O eixo x da curva representa o Tempo (T) ou a Idade de Operação, e o eixo y representa a resistência à falha. Começando na parte superior esquerda da curva e movendo-se para a direita, encontramos o ponto P, conhecido como Falha Potencial. Esse é o ponto no tempo que, ao usar alguma ferramenta de preditiva, pode primeiro detectar a falha.

À medida que continuamos a avançar ao longo dessa curva, a resistência à falha continua a cair até encontrar o ponto F, conhecido como Falha Funcional. Esse é o ponto no tempo em que a resistência dos componentes à falha deteriorou-se a um ponto onde não pode mais realizar a função pretendida.

O tempo decorrido entre o ponto P e o ponto F é conhecido como o intervalo P-F.

O valor conhecido no intervalo P-F de um componente para um modo de falha específico é que agora definirá o intervalo da inspeção baseada em condição (técnicas preditivas).

Ao definir o intervalo, devemos agora, com um alto nível de confiança, ser capaz de detectar a falha desse componente, planejar uma tarefa de substituição ou restauração e reparar o componente antes da falha ocorrer. Ao fazê-lo, agora substituímos o que antes era uma tarefa reativa sem o planejamento adequado do intervalo de uso da ferramenta preditiva em questão.

 

 

A introdução da curva P-F às tarefas de monitoramento por condição proporcionou uma mudança inovadora muito necessária em um mundo onde a Manutenção Preventiva era vista como a única opção para evitar a manutenção de emergência/demanda. O uso da curva P-F rapidamente evoluiu no mundo da manutenção para uma nova era de “manutenção pró-ativa” para empresas que pudessem ter recursos para as novas e caras tecnologias preditivas associadas à Manutenção Preditiva. As empresas que investiram em tecnologias como Análise de Vibração, Análise de Óleo e outras técnicas pagaram grandes somas para aquisição de equipamentos e treinamentos para desenvolver equipes internas de Manutenção Preditiva e pouco depois de fazer esses investimentos começaram a compartilhar histórias de sucesso e economia que poderia ser gerada a partir de falhas detectadas e danos secundários associados com manutenção de emergência.

Assim, cada tipo de equipamento tem seu intervalo de análise baseado no estudo da curva P-F para o equipamento em específico e, por isso, as frequências de análise são diferentes nas mais diversas aplicações e equipamentos.

É válido lembrar que, quando tratamos, por exemplo, uma amostra semestralmente e esta tem uma P-F que determina um intervalo entre coletas de 250 horas, não estamos fazendo monitoramento das condições, mas sim uma análise pontual das condições de um determinado equipamento em um determinado momento, ficando assim um GAP muito grande da realidade, visto que não está sendo avaliada a tendência e, consequentemente, podemos estar próximos do ponto F, que é onde apresenta a falha funcional.

Assim, é primordial que se cumpra o intervalo recomendado para um determinado tipo de equipamento para que se possa avaliar a evolução de algum tipo de desgaste e identificar o momento da falha potencial.

 

Baixe a planilha e descubra qual é intervalo ideal de coleta para o seu segmento.

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Escrito por: Maurício Carvalho – Especialista Oilcheck.

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