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Manutenção

Qual o custo da falta de manutenção de máquinas?

 16 de janeiro

Empresas de todos os tamanhos e tipos possuem uma grande preocupação em comum: a boa gestão de seus equipamentos. Esse é um aspecto de suma importância, que consiste na administração do ciclo de vida do maquinário desde a sua entrada até o seu descarte, de forma a assegurar todos os registros dos serviços e ocorrências durante todo esse processo.

Equipamentos industriais, naturalmente, se desgastam com o tempo. Para que cada máquina dure por mais tempo e você possa usufruir ao máximo dela, é preciso ficar atento a algumas medidas que podem fazer a diferença no progresso da frota e na economia de custos dos produtores.

Com o passar dos anos, as técnicas e processos de manutenção vêm se tornando mais frequentes e evoluindo de forma constante, para oferecer alternativas inovadoras em prol da máxima eficiência dos equipamentos, maior confiabilidade nos serviços prestados e nível de qualidade desejado.

Dentro desse contexto, ganham especial destaque as técnicas da manutenção preditiva, que têm como finalidade monitorar as condições reais de funcionamento das máquinas e equipamentos, com base em dados que informam o seu nível de desgaste ou processos de deterioração.

 

Manutenção: os diferentes tipos

•          Manutenção corretiva

As ferramentas da manutenção corretiva atuam quando já há desgastes ou falhas nos equipamentos, substituindo as peças e os componentes afetados. Trata-se de um conjunto de procedimentos que visam corrigir, restaurar e recuperar a capacidade de produção de uma instalação ou equipamento que tenham sofrido alteração em seu funcionamento. A manutenção corretiva é uma técnica de gerência reativa que aguarda pela falha para, assim, determinar a ação de manutenção a ser realizada.

Quando se trata de manutenção, os procedimentos corretivos são os de maior custo. Isso se dá por fatores como o elevado tempo de paralisação do equipamento, o alto custo de estoques de peças sobressalentes e a baixa disponibilidade de produção.

 

•          Manutenção preventiva

As manutenções preventivas, por sua vez, estimulam a possibilidade de falhas e programam reparos ou recondicionamentos das máquinas. Dessa forma, tais ferramentas reduzem a probabilidade de avarias ou degradação de serviços prestados. A manutenção preventiva é uma intervenção prevista, preparada e programada antes da data possível do surgimento de uma falha.

São procedimentos da manutenção preventiva as lubrificações periódicas, as revisões sistemáticas do equipamento, os planos de calibração e de aferição de instrumentos, os planos de inspeção de equipamentos e os históricos ou recomendações do fabricante.

 

•          Manutenção preditiva

A manutenção preditiva é uma metodologia, isto é, trata-se de uma filosofia corporativa, conhecida como uma técnica de manutenção com base no estado do equipamento. A manutenção preditiva faz o acompanhamento periódico das máquinas, baseando-se na análise de dados coletados por meio de monitoramentos ou inspeções em campo. O principal objetivo da manutenção preditiva é a verificação pontual dos equipamentos, a fim de antecipar eventuais problemas que possam causar mais gastos com manutenções corretivas.

Esse tipo de manutenção indica as condições reais de funcionamento dos equipamentos, baseando-se nos dados sobre o desgaste ou o processo de degradação. Tal procedimento prediz o tempo de vida útil dos componentes e as condições para que esse tempo seja mais bem aproveitado pelo usuário.

A manutenção preditiva tem como objetivos eliminar desmontagens desnecessárias para inspeção, impedir o aumento de danos, aumentar o grau de confiança no desempenho de um equipamento ou linha de produção e reduzir o trabalho de emergência não planejado.

A seguir, discutiremos quais são as principais consequências e custos relativos à falta de manutenção ou sua má aplicação.

 

Custos da falta de manutenção

•          Qualidade

Ao tratarmos da produção de peças por meio de máquinas e equipamentos, seja qual for o nível de automação, a qualidade do produto final é determinada, entre outros fatores, pelo desempenho do equipamento ou máquina que o fabrica. Tradicionalmente, manutenção e qualidade têm sido analisadas separadamente, por meio de modelos matemáticos que levam em consideração a deterioração do equipamento no processamento da produção de lotes econômicos.

Muitas vezes, uma manutenção ineficaz implica a necessidade de inspeções mais frequentes, o que eleva o custo do controle de qualidade. A deterioração das condições ideais do equipamento leva a desvios no processo e à queda de qualidade. Dessa forma, a busca pela qualidade do processo e do produto passa pela qualidade da manutenção aplicada, sem a qual o investimento em sistemas de gestão da qualidade pode ser inteiramente perdido.

A qualidade da manutenção pode evitar a deterioração das funções operacionais dos equipamentos, sobretudo as que levam a falhas ocultas, que resultam na incapacidade do processo. Apenas uma manutenção adequada pode garantir que o processo não perderá sua capacidade devido a desvios provocados por problemas no equipamento.

 

•          Produtividade

De forma mais evidente que a qualidade, a produtividade também depende do desempenho do equipamento. Essa produtividade pode ser ainda mais afetada quando a falta de manutenção ou a manutenção ineficaz causam o aumento dos tempos de produção pela redução do desempenho, mesmo não havendo uma parada efetiva do equipamento. Tal condição leva a empresa a buscar a origem da queda de produção em outros fatores, como ferramentas, materiais e até operadores, elevando os custos operacionais.

Sendo assim, pode-se dizer que uma política inadequada de manutenção traz custos adicionais relacionados à falta de produtividade, desde as horas extras necessárias para cumprir a produção até perdas de contrato, todos mensuráveis, além de outras perdas não mensuráveis, como a desvalorização da imagem da empresa.

 

•          Disponibilidade

A redução do desempenho do equipamento, que traz a diminuição da qualidade e da produtividade, pode ser evitada com políticas adequadas de manutenção que garantam a eficiência do equipamento. A ausência dessas políticas, além de reduzir a capacidade do processo, acarreta paradas efetivas do equipamento, reduzindo a sua disponibilidade.

A disponibilidade dos equipamentos depende dos critérios de confiabilidade e da manutenibilidade por eles apresentados. Apesar desses valores serem, por definição, fatores intrínsecos do equipamento e dependerem da concepção do seu projeto, eles são afetados por outros fatores, tais como treinamento dos mantenedores, disponibilidade de peças, limpeza e condição geral do equipamento. Uma política adequada de manutenção deve, dessa forma, manter a capacidade e a disponibilidade da máquina, evitando quebras (aumento de confiabilidade) e criando condições de uma intervenção corretiva rápida e eficiente quando a falha ocorrer (aumento da manutenibilidade).

 

Conclusão

Cada manutenção possui a sua finalidade. Com a manutenção preditiva, é possível antecipar as necessidades de intervenção em peças e equipamentos e evitar paradas nas operações, o que reduz custos e traz vantagens para as empresas.

Por isso, é importante conhecer os objetivos e os processos da manutenção preditiva. Com ela, é possível aproveitar o melhor dos seus equipamentos, favorecendo sua produtividade, disponibilidade e qualidade do produto final. Essa série de técnicas promove o prolongamento da vida útil dos equipamentos e o máximo controle na gestão de materiais e recursos, elevando a segurança e a credibilidade do serviço prestado.

 

Evite os custos da falta de manutenção. Cuide bem do seu equipamento com a Oilcheck.

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