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Análise de Óleo

Por que se preocupar com a viscosidade do óleo lubrificante?

 22 de maio

Nos sistemas da produção, a viscosidade ideal do óleo lubrificante é um dos itens mais importantes para determinar o bom funcionamento do maquinário.

É preciso garantir que a viscosidade cumpra o requerimento da máquina. Para isso, deve-se monitorá-la sempre a fim de descobrir possíveis falhas e quando a troca de óleo é necessária. Além disso, a viscosidade determina o efeito de vedação do produto, que impede desgaste de peças.

A viscosidade também representa a fluidez com que o óleo trabalha em determinadas temperaturas. Óleos mais viscosos são mais grossos, ao passo que os menos viscosos, mais fluidos.

Problemas que a viscosidade alterada causa

Se a viscosidade de um óleo está mais alta do que o necessário, algumas partes do equipamento não recebem o fluxo necessário para formar o filme lubrificante. Isso pode resultar em:

  • Mais fricção e dissipação de calor, o que acelera o processo de oxidação, diminuindo a vida útil do fluido e aumentando o gasto energético.
  • Mais desgaste, o que causa mais paradas na produção.
  • Maior dispêndio de energia na partida, o que aumenta o risco de danos na hora de ligar o equipamento.

Agora, se a viscosidade de um óleo lubrificante está muito baixa, o fluido pode não ser suficiente para proteger as partes do equipamento. O filme pode se quebrar facilmente. As consequências são:

  • Aumento do desgaste, levando a reparos e reposições mais frequentes.
  • Mais fricção e dissipação de calor, aumentando a velocidade do processo de oxidação.
  • Máquinas mais suscetíveis a danos e falhas, especialmente quando expostas a altas temperaturas.
  • Mais possibilidades de contaminação por partículas (lembre-se que o óleo também tem a função de vedante).

Por que se preocupar com a viscosidade do óleo lubrificante?

Como a viscosidade do óleo lubrificante é determinada

A viscosidade de uma amostra de óleo lubrificante pode ser medida de duas formas: absoluta e cinemática.

A forma absoluta ou dinâmica mede a resistência que o fluido apresenta quando colocado sob influência de uma força controlada, como a de uma máquina trabalhando ou uma prensa. Quanto mais força precisar ser aplicada para que o óleo se mova, maior a viscosidade.

Já a viscosidade cinemática representa a resistência do fluido quando consideramos apenas a força da gravidade. Ou seja, deixamos o fluido escoar por si próprio. Quanto mais lento for o movimento, maior a viscosidade e vice-versa.

A viscosidade cinemática é a mais prática para uso diário e, por este motivo, é a determinação utilizada em monitoramentos regulares.

Por causa de diversas condições em que os equipamentos operam, como temperatura, impacto e alto volume de produção, os lubrificantes podem alterar sua viscosidade e comprometer o seu funcionamento.

Por isso, além da própria viscosidade também precisamos levar em conta outros fatores:

Índice de Viscosidade

Nem todos os óleos respondem a determinadas mudanças de temperatura. Alguns têm habilidade para resistir a várias alterações nesse sentido e outros podem se tornar mais viscosos se o calor foi elevado, por exemplo.

Por exemplo, um óleo lubrificante que fica “mais fino” de acordo com o aumento de temperatura tem um Índice de Viscosidade baixo. Já outro que apresenta pouca mudança na mesma situação tem um Índice de Viscosidade alto.

Como equipamentos podem operar nas mais diversas temperaturas, a relação entre viscosidade e calor é crítica para a escolha do óleo ideal. Em algumas máquinas, podem ocorrer mudanças bruscas, o que requer o uso de um lubrificante com alto Índice de Viscosidade.

Ponto de fluidez

O ponto de fluidez de um óleo é definido como a mínima temperatura na qual um lubrificante flui. Muitas pessoas ainda utilizam apenas esse critério para determinar um óleo lubrificante, mas isso é um risco.

Exemplificando: se um óleo tem ponto de fluidez de -30 graus. Muitos assumem que isso significa que o lubrificante vai fluir mesmo que a temperatura ambiente esteja a menos 30 graus.

Não confunda então as propriedades. O ponto de fluidez não é a mesma coisa que viscosidade.

O ponto de fluidez determina apenas a temperatura necessária para o lubrificante sair do estado sólido. Ele deve ser usado em conjunto com outros fatores para determinar qual produto será utilizado.

Uma aplicação importantíssima para o resultado do ponto de fluidez é na escolha de óleos para máquinas que operam em temperaturas muito baixas, seja por questões ambientais ou por processo. Exemplos clássicos são os compressores de refrigeração e máquinas operando em climas glaciais e/ou invernos muito rigorosos.

 

Viscosidade ideal para sua máquina

Índice de Viscosidade, viscosidade cinemática e ponto de fluidez. São fatores que precisam ser levados em consideração na hora de determinar a viscosidade ideal do óleo lubrificante. Isso significa que esse é o primeiro fator que você precisa considerar no momento de escolher um lubrificante para o seu equipamento.

Antes de chegar a uma decisão final. Sempre leve em conta a velocidade de trabalho, o volume e as condições de calor das partes que precisam de lubrificação.

Quando sua máquina já está usando um mesmo óleo lubrificante há um tempo, é preciso realizar testes para determinar seu estado.

Não leve em conta apenas a recomendação do fabricante sobre o tempo para fazer trocas. Alterações na viscosidade do óleo podem indicar problemas estruturais da máquina e alertar para evitar paradas desnecessárias. Ou então, seu óleo pode estar em boas condições e você pode acabar realizando trocas desnecessárias.

Conte com o auxílio de especialistas em monitoramento. Fale com a ALS!

Revisão 04/04/2018

Comentários:

Pedro Hernandes | 31 de agosto
Olá, Helder. Tudo bem? Você pode baixar esse conteúdo sobre lubrificantes para ajudar nos seus estudos: http://materiais.oilcheck.com.br/lubrificantes-como-tomar-as-melhores-decisoes Qualquer dúvida é só nos chamar.

Comentários:

helder jose | 30 de agosto
Saudasoes, gostaria de aprender mais sobre a area sendo aqual estou trabalhando

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