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Análise de Óleo

Óleo lubrificante e seus diferentes tipos

 05 de dezembro

Os óleos lubrificantes são substâncias fundamentais para o bom funcionamento de motores e outros equipamentos, atuando na redução de atrito entre as peças e prolongando a vida útil de cada componente do maquinário. Conhecer cada tipo de óleo, assim como suas propriedades e diferentes funções, pode ser um importante aliado para se tomar as melhores decisões para a manutenção de seus equipamentos.

Dessa forma, discutiremos neste post sobre os três principais tipos de óleo lubrificante, abordando seus usos e características: o óleo mineral, o sintético e o semissintético.

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Óleo lubrificante mineral

Os óleos minerais são originados de petróleos crus, sendo beneficiados por meio da refinação. Caracterizados por uma mistura de hidrocarbonetos, são utilizados como lubrificantes com boa viscosidade. As propriedades e as qualidades dos óleos minerais dependem da proveniência e da viscosidade do petróleo cru de origem. No total, os óleos minerais se distinguem em três diferentes tipos, que apresentaremos a seguir.

 

  • Óleo mineral de base parafínico

São ligas químicas relativamente estáveis e resistentes, que não podem ser modificadas facilmente por influências químicas. As parafinas tendem a não oxidar em temperaturas ambientes ou levemente elevadas. Sendo assim, nos lubrificantes eles são partes resistentes e preciosas, por não “envelhecerem” ou apenas oxidarem lentamente. Sua composição química é formada principalmente por hidrocarbonetos de parafina, demonstrando densidade reduzida e menos sensibilidade a alterações de viscosidade e/ou temperatura. Sua maior desvantagem se encontra em temperaturas baixas, uma vez que nelas as parafinas tendem a se sedimentar.

 

  • Óleo mineral de base naftênico

Indo de antemão aos hidrocarbonetos parafínicos, que formam em sua estrutura molecular correntes, os naftênicos formam ciclos, em sua maioria. Em geral, são usados diante da necessidade de se produzir lubrificantes para baixas temperaturas. Sua desvantagem é a incompatibilidade com materiais sintéticos e elastômeros.

 

  • Óleo mineral de base mista

Atendendo a características de lubrificantes conforme a necessidade e o campo de aplicação, a maioria dos óleos minerais é misturada com base naftênico ou parafínico em quantidades diversas.

 

Óleo lubrificante sintético

Ao contrário dos óleos minerais, os óleos sintéticos são produzidos artificialmente. Possuem, na maioria das vezes, bom comportamento de viscosidade-temperatura, apresentando pouca tendência de coqueificação em temperaturas elevadas, baixo ponto de solidificação em baixas temperaturas, além de alta resistência contra temperatura e influências químicas. Os óleos sintéticos se distinguem entre cinco tipos:

 

  • Hidrocarbonetos sintéticos

Dentre os hidrocarbonetos sintéticos, destacam-se atualmente por sua importância os polialfaolefinas (PAO) e os óleos hidrocraqueados, fabricados a partir de óleos minerais. Todavia, eles levam um processo de sinteticação, que elimina os radicais livres e impurezas, deixando-os assim mais estáveis à oxidação. Por meio desse processo, também é possível alcançar um comportamento excelente em relação à viscosidade-temperatura. Esses hidrocarbonetos “semissintéticos” chegam a atingir Índices de Viscosidade (IV) de até 150.

 

  • Poliolésteres

Utilizados para a fabricação de lubrificantes especiais, fluidos de freios, óleos hidráulicos e fluidos de corte, os poli-alquileno-glicois, miscíveis ou não miscíveis em água, têm conquistado cada vez mais importância na atualidade.

 

  • Diésteres

Consistem nas ligações entre ácidos e alcoóis por meio da perda de água. Certos grupos formam óleos de éster, usados para a lubrificação e também para a fabricação de graxas lubrificantes. Os diésteres estão atualmente aplicados em grande escala em todas as turbinas da aviação civil, por sua resistência a altas e baixas temperaturas e rotações muito elevadas. Dentre os óleos sintéticos, eles possuem o maior consumo mundial.

 

  • Óleos de silicone

Os silicones têm destaque pela altíssima resistência contra temperaturas baixas, altas e envelhecimento, assim como pelo seu comportamento favorável quanto ao índice de viscosidade. Para a produção de lubrificantes, os principais são os fenil-polisiloxanes e methil-polisiloxanes. Os fluorsilicones também têm grande importância na elaboração de lubrificantes resistentes à influência de produtos químicos, tais como solventes, ácidos, dentre outros.

 

  • Poliésteres perfluorados

Óleos de flúor e fluorclorocarbonos possuem excelente estabilidade contra influências químicas. Contudo, em temperaturas acima de 260°C, eles tendem a craquear e a liberar vapores tóxicos.

 

Óleo lubrificante semissintético

Por fim, os óleos semissintéticos ou de base sintética apresentam mistura em proporções variáveis de básicos minerais e sintéticos. Buscam reunir as melhores propriedades de cada tipo para cada situação de seu uso, associando a otimização de custo, uma vez que as matérias-primas sintéticas possuem valor mais elevado do que as de base mineral.

 

Análise de óleo e manutenção preditiva

Dentre as ferramentas que compõem o processo da manutenção preditiva, no que se refere ao monitoramento e aos cuidados com os lubrificantes, a análise de óleo se apresenta como um dos mais importantes instrumentos a serem acionados pelas empresas. Tal análise consiste na realização de diversos testes de laboratório feitos numa amostra. Os resultados levantam informações essenciais sobre as condições dos lubrificantes, como os níveis de contaminação e o desgaste dos componentes do equipamento lubrificado pelo óleo.

A análise de óleo é um dos procedimentos mais importantes da manutenção preditiva, por conseguir apontar anomalias e desgastes a partir da presença de elementos contaminantes nos óleos lubrificantes dos equipamentos. Entendendo melhor os diferentes tipos e funções dos óleos lubrificantes, vemos como a manutenção preditiva se mostra a opção mais barata e segura, sem necessidade de paradas operacionais e troca de componentes importantes em caso de falhas. Seja qual for a situação, a manutenção corretiva acaba sendo a mais cara que se pode realizar e é sempre bom preveni-la.

 

Conclusão

Como discutimos neste post, a análise de óleo e o processo de manutenção preditiva permitem uma programação mais assertiva de inspeções. A ausência desse tipo de manutenção deixa os motores a diesel e os demais equipamentos passíveis de problemas sérios em componentes importantes, podendo acarretar até mesmo a parada nas operações.

A ausência de uma política consolidada de manutenção preditiva e análise de óleo faz com que os equipamentos que compõem a cadeia operacional produtiva estejam expostos a falhas muito mais graves, resultado de desgastes negligenciados. Parados para manutenções corretivas – as mais caras que existem –, esses equipamentos afetam a produtividade de toda a cadeia operacional, além de gerarem custos com novas peças e componentes.

Conhecer melhor os variados tipos e propriedades dos óleos lubrificantes é um passo importante para adotar as melhores escolhas para os processos da manutenção preditiva, beneficiando o bom estado de seu maquinário.

Cuide bem do seu equipamento e economize com a manutenção preditiva da Oilcheck.

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