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Manutenção

Manutenção Preditiva: 5 técnicas para aumentar a performance

 18 de maio

Manutenção Preditiva

A manutenção preditiva para aumentar o desempenho, combina técnicas preventivas baseadas nas condições indicadas pelos fabricantes de equipamentos para criar um modo altamente assertivo de coletar e gerar dados que indiquem possíveis problemas.

Manutenção sempre foi uma das partes de uma indústria que dá mais dores de cabeça. Mesmo com muitos avanços tecnológicos, o maior desafio continua sendo prever as falhas antes que elas aconteçam.

A fim de garantir que as análises sejam completas, a manutenção preditiva envolve vários processos, como análise de vibrações de equipamentos e termografia de sistemas elétricos e mecânicos.

Hoje, vamos focar na análise do óleo lubrificante, um dos componentes mais importantes de uma máquina industrial; por isso, não pode faltar na manutenção preditiva.

 

1. Infravermelho

No óleo lubrificante, essa técnica tem como objetivo principal identificar as substâncias presentes, tais como:

Fuligem

Em motores a combustão, os resíduos resultantes da queima incompleta do combustível da máquina podem contaminar o óleo lubrificante alterando suas propriedades.

Oxidação

Em qualquer tipo de máquina, quando misturado com oxigênio, o óleo lubrificante começa a produzir borras que o fazem perder desempenho. Quando isso acontece, pode significar um problema de alteração na temperatura ou nos aditivos ou até outras contaminações.

Nitratos ou Compostos de Nitração

Também importante em motores a combustão, em alguns casos, os nitratos podem escapar em algum momento da combustão, entrando em contato com o óleo do motor e contaminando-o. O teste infravermelho detecta essa contaminação.

Sulfatos ou Compostos de Sulfatação

Novamente no caso de motores a combustão, a presença de enxofre no combustível pode produzir compostos de sultação durante a queima. Se entram em contato com o óleo lubrificante, eles podem reagir com seus aditivos, essenciais para a boa performance de lubrificação e, em casos mais sérios, produzir ácidos que atacaram o motor.

Glicol

O glicol é um dos componentes do líquido de arrefecimento. Se ele contamina o óleo lubrificante, pode causar graves problemas no funcionamento da máquina.

Mas, como os aditivos de líquido de arrefecimento e lubrificante podem ser parecidos, é preciso realizar uma análise eficiente que seja capaz de diferenciar os componentes.

5 técnicas de manutenção preditiva para aumentar a performance

2. Macroscopia

Outra técnica de análise do óleo lubrificante é a macroscopia. Ela consiste em identificar as partículas de poeira e outras substâncias existentes nas amostras.

A presença de qualquer sólido no lubrificante pode aumentar o desgaste das peças, o que indica que esse deva ser sempre examinado.

 

3. Contagem de partículas

A contagem de partículas é utilizada para determinar a quantidade de sólidos no fluido.

Caso haja concentração muito grande de partículas no óleo, as partes da máquina podem sofrer desgaste prematuro.

A norma utilizada para o resultado dessa análise, a ISO 4406-1999, determina como os resultados devem ser escritos. Apenas isto. Não indica as ações necessárias de manutenção para reduzir e controlar o nível de contaminação por partículas.

As ações necessárias são de responsabilidade do proprietário, mantenedor e do diagnosticista do laboratório. 

 

4. Análise de viscosidade

A viscosidade é uma das características mais importantes de um óleo lubrificante. Ela varia muito de acordo com a máquina em questão e define a resistência que o fluido oferece ao escoamento.

À medida que um óleo é utilizado, moléculas de hidrocarbonetos podem tanto se quebrar (craqueamento ou cisalhamento) ou se juntar (polimerização) ou formar borras. O calor e ao atrito constantes podem então aumentar ou diminuir a viscosidade, comprometendo a lubrificação.

Se for muito baixa para aquele tipo de equipamento, a viscosidade diminui a eficiência do óleo, aumentando o contato entre os metais da máquina. Já, se for detectada alta viscosidade, o líquido é impedido de passar em partes da máquina.

Monitorar essa propriedade é importante para definir a hora de trocar o óleo. Caso seja observada uma viscosidade alterada antes do tempo determinado pelo fabricante do óleo, é possível que haja alterações de temperatura na máquina ou contaminantes.

A técnica de manutenção preditiva para aumentar a performance consiste em comparar as amostras de óleo usado com o novo, devendo este ser da mesma marca e do mesmo tipo.

 

5. Diluição por diesel

A norma para a diluição do óleo por diesel é de no máximo 4%. Esta técnica utiliza a metodologia de ponto de fulgor vaso fechado para verificar se esse índice está dentro do padrão.

Tal teste indica a contaminação por combustível não queimado no caso de motores de combustão interna. Se essa estiver muito alta, pode indicar vazamentos no compartimento de combustível, problemas de ignição e outras deficiências que comprometem a atividade.

A análise de óleo lubrificante se torna mais eficiente quando realizada de forma regular, criando uma tendência de avaliação. O poder de diagnóstico dessas técnicas pode evitar comprometimentos na sua produção que causem paradas.

 

Identificou a necessidade de aplicar alguma dessas técnicas no óleo de lubrificação do seu equipamento? Faça uma cotação nesse link: http://materiais.oilcheck.com.br/cotacao-de-analise-de-oleo

 

Revisão 07/03/2018

Comentários:

Pedro Hernandes | 29 de junho
Obrigado pelo feedback Valter! Caso tenha mais interesse, segue: http://materiais.oilcheck.com.br/por-que-implementar-manutencao-preditiva-na-sua-empresa

Comentários:

valter cassote | 29 de junho
Bom dia , gostei muitas de ler e ter conhecimento da materia , quero poder obiter mais aulas para eu melhor conhecer essa materia que tanto gosto..

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