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Manutenção

Equipamento florestal: como reduzir custos?

 20 de janeiro

Introdução: o setor florestal no Brasil

O Brasil apresenta grande competitividade no mercado de produtos florestais, o que ocorre em razão de suas características de solo e clima, bem como pelo desenvolvimento tecnológico obtido na área de silvicultura. Em 2001, o PIB florestal brasileiro atingiu R$ 21 bilhões, e as exportações somaram US$ 4 bilhões. A indústria de papel e celulose gerou receitas com vendas externas de US$ 2,2 bilhões, no mesmo ano, e um saldo comercial positivo de US$ 1,4 bilhão. Outros produtos como carvão vegetal, painéis de madeira e serrados são de enorme contribuição para fazer do Brasil um elemento importante do mercado mundial de produtos florestais, seja como produtor, seja como consumidor, seja como exportador.

A questão florestal no país, geralmente, é abordada de forma parcial, por meio dos diversos setores que utilizam a madeira como insumo principal, frequentemente o de celulose e papel, ou sob a perspectiva ambiental. Contudo, observa-se que o setor florestal e a atividade de extração de madeira possuem dinâmica específica, determinada pela oferta de madeira e pela produtividade das florestas. Ainda que cada um dos produtos florestais tenha mercado próprio, as condições para o seu desenvolvimento estão associadas à base florestal, tornando-os interdependentes.

O crescimento da atividade florestal brasileira, todavia, encontra-se ameaçado pelo pequeno nível de investimentos na formação de florestas. A grande ameaça à competitividade do setor florestal é justamente a oferta de sua principal matéria-prima, a madeira. Os produtores que exigem florestas homogêneas para a obtenção de qualidade e produtividade adequadas a seus mercados têm investido, ao longo dos últimos 30 anos, no reflorestamento e no desenvolvimento de tecnologia florestal. Esse é o caso das indústrias de celulose, papel e painéis de madeira, especialmente reconstituídas. A maior parte das empresas produtoras desses produtos conta com florestas próprias e tem seu abastecimento garantido pela reforma e expansão de suas áreas reflorestadas.

Por outro lado, as serrarias e a produção de madeira para energia possuem condição menos confortável, uma vez que ainda dependem dos estoques de florestas plantadas durante o Fiset, que está na iminência de se esgotar. A ausência de um mercado florestal que desvincule a produção de florestas da transformação industrial da madeira impede que produtores rurais e investidores em geral vislumbrem as possibilidades de retorno da aplicação de recursos no plantio de florestas. Portanto, é essencial que sejam formuladas por agentes públicos e privados estratégias para fomento do mercado florestal no Brasil.

 

Manutenção de equipamentos florestais

A mecanização das operações florestais fez com que o trabalho se tornasse mais rápido e produtivo. Algumas máquinas realizam mais de uma função, e hoje as grandes empresas de base florestal não podem sequer pensar em não utilizá-las na cadeia produtiva. Ter o equipamento necessário e de qualidade, porém, não é barato. Em momentos de instabilidade econômica, os investimentos em novos maquinários acabam ficando em segundo plano, e a manutenção se torna a principal aliada dos produtores.

De forma mais básica, existem apenas dois tipos de manutenção – o não planejado e o planejado. O primeiro tipo, como o nome sugere, ocorre quando não há programação de data e hora, podendo ocorrer a qualquer momento, visando corrigir os problemas, sendo também conhecida como manutenção corretiva. Esse tipo de manutenção é vista como a manutenção inesperada, na qual o objetivo é localizar e reparar defeitos repentinos em equipamentos que operam em regime de trabalho contínuo, e também como manutenção ocasional, que consiste em realizar consertos de falhas sem a necessidade de parar a máquina.

A manutenção planejada ocorre com programação prévia, podendo ser classificada como manutenção preventiva, detectiva ou preditiva. A manutenção preventiva consiste nos conjuntos de procedimentos e ações antecipadas que tenham como objetivo manter a máquina em funcionamento. É definida como manutenção detectiva quando ocorre a manutenção preditiva dos sistemas de comando ou proteção dos equipamentos, como os painéis de controle que buscam falhas ocultas no sistema.

 

Manutenção preditiva e redução de custos

Para que as máquinas alcancem a excelência em seu funcionamento e produtividade, durando assim mais tempo que o esperado, o melhor caminho é investir em uma boa gestão, bem como fazer um planejamento de manutenção. Nesse aspecto, ganha destaque a manutenção preditiva como ferramenta essencial para ampliar a vida útil de seus equipamentos e promover a redução de custos com o maquinário.

Empresas que buscam ser mais assertivas no diagnóstico de máquinas e equipamentos precisam investir na manutenção preditiva. Somente tal manutenção preditiva será capaz de identificar as condições reais das máquinas, por meio de dados que informem o status atual de degradação, antes mesmo que apresentem os primeiros sinais de falha. Graças a esse procedimento, torna-se possível evitar trocas desnecessárias de peças e componentes em bom estado – mesmo apesar do tempo de uso.

Análises realizadas no processo da manutenção preditiva podem detectar anomalias, como seu estado de desgaste, além de informar qualquer substância contaminante em diversos componentes. Desse modo, possibilitam que algo seja feito antes que os defeitos se agravem, evitando prejuízos maiores para os gestores. Quando não são feitos, aumenta-se consideravelmente a chance de precisar recorrer a uma manutenção corretiva para reparar os danos na máquina. A manutenção corretiva é a mais temida pelas empresas, uma vez que se trata da mais cara de todas, exigindo um custo muito alto para o produtor.

 

Conclusão

A manutenção preditiva permite que as máquinas e os equipamentos de sua empresa passem por minuciosos testes que identificam a situação atual em que se encontram. Os métodos da manutenção preditiva visam prevenir falhas, paradas na operação e riscos aos empregados em decorrência de um defeito ainda maior. Além disso, ajuda a reduzir os custos com consertos ou compra de novos itens, prolongando a vida útil das máquinas e dos equipamentos e, consequentemente, ajudando a garantir a alta produtividade da empresa. Uma boa gestão e manutenções regulares podem fazer toda a diferença na produtividade dos seus equipamentos.

 

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