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Análise de Óleo

Como gerenciar vazamentos de óleo nas suas máquinas

 28 de junho

A principal função do óleo lubrificante é reduzir o desgaste das peças e possibilitar o funcionamento pleno dos equipamentos. O óleo também ajuda na transmissão da força mecânica e na vedação do conjunto. De maneira geral, portanto, trata-se de um componente sobre o qual se deve ter atenção especial.

E é exatamente por sua importância que o vazamento de óleo é uma situação que traz vários problemas para uma empresa, a começar pelo custo do próprio material desperdiçado. Há também os custos com mão de obra, uma vez que alguém da equipe deve ficar responsável pelo reabastecimento da máquina após o vazamento. Outro custo que deve ser considerado é o da aquisição do óleo, visto que envolve todo um processo que começa pelo pedido e passa por recebimento, controle de qualidade, estoque e outras etapas do processo de aquisição.

O óleo lubrificante

Os lubrificantes são substâncias que auxiliam na redução de atrito entre duas superfícies em movimento, lubrificando e aumentando a vida útil dos componentes móveis dos motores. Esses produtos são classificados de acordo com o tipo, podendo ser sólidos, pastosos, gasosos ou líquidos.

Os lubrificantes líquidos são compostos de óleo base, que pode ser mineral ou sintético. O lubrificante mineral é produzido a partir de óleos básicos derivados do refino do petróleo bruto. Durante o processo, as propriedades de lubrificação do petróleo são separadas de componentes indesejáveis para o lubrificante, como as ceras. Os lubrificantes minerais se ajustam a motores convencionais, e sua viscosidade se adapta às temperaturas do motor.

Por sua vez, o lubrificante sintético, produzido em um processo químico mais caro, possibilita melhor desempenho se comparado ao óleo mineral. Esses óleos, que passam por um processo de reações químicas, são mais resistentes ao calor e menos voláteis do que os lubrificantes minerais. O óleo sintético flui com mais facilidade a temperaturas de partida, momento em que o desgaste é maior.

Equipamentos de segurança

As empresas que atuam no setor industrial sabem da importância de contar com equipamentos de segurança para atendimento e resposta em casos de problemas. Neste sentido, é preciso fazer o uso correto dos Equipamentos de Proteção Individual (EPIs).

São considerados EPIs todos os dispositivos ou produtos de uso individual dos quais o trabalhador faça uso com a finalidade de proteção em relação a riscos suscetíveis de ameaçar a segurança e a saúde durante a execução de suas tarefas. A norma que classifica e regulamenta o uso do EPI é a NR-06, da Portaria nº 3.214/78 MTB. Segundo essa norma, a empresa é obrigada a fornecer aos seus funcionários, de forma gratuita, o EPI adequado ao risco, em perfeito estado de conservação e funcionamento.

Para ser considerado EPI, o produto deve possuir o Certificado de Aprovação emitido pelo Ministério do Trabalho, que atesta a eficácia do produto na proteção contra os agentes nocivos à saúde.

Os EPIs só podem ser utilizados quando não for possível tomar medidas que permitam eliminar os riscos do ambiente em que a atividade é desenvolvida.

KPA

Os itens do Kit de Proteção Ambiental (KPA) servem para a contenção e a absorção de produtos químicos derramados, como óleo e combustível. De diferentes formatos e utilidades, esses equipamentos absorvem produtos como lubrificantes, combustíveis e óleos, além de repelirem água. Turfa, mantas, cordões e travesseiros absorventes são alguns dos itens do KPA.

Os itens do KPA podem ser utilizados em casos de derramamento de produtos químicos ou resíduos perigosos, vazamentos de equipamentos e transporte de produtos químicos, equipamentos e resíduos perigosos. Esse kit serve para agilizar e facilitar o confinamento e a limpeza de qualquer líquido, podendo ser utilizado para a retenção de óleo, solventes, óleos e fluidos à base de água e produtos químicos corrosivos.

É preciso contar com tais kits em locais de fácil acesso, para que as devidas operações de contenção e limpeza possam ser feitas de forma mais assertiva.

Instruções para a limpeza

Por mais que os tambores de óleo estejam aparentemente armazenados de forma organizada, podem ocorrer vazamentos. Para evitar que problemas graves aconteçam, verifique sempre o estado do estoque, seja ele de óleo lubrificante usado, seja ele de óleo lubrificante novo.

Procure por marcas no chão, resquícios de produto e o que mais indicar erros no armazenamento do óleo lubrificante Neste post, você confere sete dicas para o melhor armazenamento do óleo lubrificante.

No caso de uma ocorrência ambiental, é necessário verificar a cena, utilizar o Equipamento de Proteção Individual adequado e realizar o isolamento da área. Feito isso, deve-se buscar o kit de emergência e criar barreiras de contenção e absorção do óleo derramado.

Depois, é necessário limpar a área e recolher os resíduos resultantes da ocorrência e armazená-los em local adequado, para que esses sejam descartados, posteriormente, em sacos plásticos e tambores metálicos tampados e identificados.

Descarte do material

Se manuseado sem os equipamentos adequados, o óleo causa danos à saúde das pessoas que entram em contato direto com o resíduo. O mesmo acontece quando esse material é descartado incorretamente no ambiente, causando danos irreversíveis.

Por não ser biodegradável, o óleo leva dezenas de anos para desaparecer na natureza. Se jogado no solo, torna-se inutilizável, seja para agricultura, seja para edificações, uma vez que mata a vegetação e os micro-organismos, causando infertilidade da área.

Por essas e outras razões, os órgãos ambientais e reguladores da indústria do petróleo, combustíveis e derivados chegaram à conclusão no que diz respeito a essa coleta. Dessa forma, o melhor destino para esse resíduo seria a coleta e o envio obrigatório a um rerrefinador, que retira os contaminantes do material usado ou contaminado e recupera a máxima quantidade possível de óleo lubrificante básico.

A Resolução do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) nº 362/2005, art. 17, inciso II, garante ao consumidor o direito de exigir do revendedor do qual comprou o óleo lubrificante que esse efetue gratuitamente a troca do óleo lubrificante em instalações adequadas e licenciadas pelo órgão ambiental competente.

Corra desse problema: aposte na manutenção preditiva

Como você pode perceber, uma empresa que enfrente problemas com vazamento de óleo tem diversos prejuízos. A melhor forma de não ter de lidar com isso é praticando a manutenção preditiva, que nada mais é do que um tipo de técnica baseada no estado do maquinário. Os procedimentos preditivos fazem o acompanhamento periódico dos equipamentos, com base na análise de dados coletados por meio de inspeções em campo ou de monitoramentos.

O objetivo principal da manutenção preditiva é a verificação pontual dos equipamentos a fim de antecipar eventuais problemas que possam causar gastos maiores com procedimentos da manutenção corretiva.

As técnicas utilizadas na manutenção preditiva indicam as condições reais de funcionamento dos equipamentos, tendo como referência os dados sobre o processo de degradação ou desgaste. Tais procedimentos predizem as condições para que esse tempo seja mais bem aproveitado pelo usuário e o tempo de vida útil dos componentes.

São objetivos da manutenção preditiva: aumentar o grau de confiança no desempenho de um equipamento ou na linha de produção, impedir o aumento de danos, eliminar desmontagens desnecessárias para inspeção e reduzir o trabalho de emergência não planejado.

Análise de óleo

A análise de óleo também pode ser uma auxiliar e tanto para a empresa que deseja evitar os vazamentos de óleo. Com o diagnóstico realizado com base nessa técnica, a equipe de manutenção pode identificar com mais rapidez e até antecipar possíveis erros, evitando comprometer a qualidade do produto ou o desempenho do serviço.

Com a análise de óleo, os componentes têm sua vida útil ampliada, o que reduz os gastos com material de reposição, mão de obra em manutenções não programadas e trocas de óleo ou reposições desnecessárias.

Os tipos de análise de óleo

quatro tipos de análise de óleo: ferrografia, análise de contaminação, análise físico-química e espectrometria. A ferrografia analisa as partículas encontradas nos lubrificantes para identificar o motivo e o grau do desgaste de equipamentos e máquinas. Já a análise de contaminação possibilita identificar a presença de substâncias que podem contaminar o sistema. O óleo pode ser contaminado por causa do desgaste do equipamento ou por reações químicas do lubrificante.

A análise físico-química, por sua vez, avalia as condições do lubrificante pontualmente ou em análises periódicas. Por fim, a espectrometria identifica os elementos químicos presentes no lubrificante. Tal análise é indicada para que se obtenha informações mais precisas sobre desgastes, contaminação e identificar ativos.

Os benefícios da análise de óleo

A empresa que investe em análise de óleo só tem a ganhar, como você pode conferir neste post. Realizado de forma eficaz, o procedimento possibilita programar intervenções e manutenção de peças antecipa situações de risco de falhas; reduz custos com manutenção e estoque e também evita paradas desnecessárias, aumentando a disponibilidade do maquinário.

 

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