Tudo para você melhorar a performance dos seus equipamentos e evitar manutenções de alto custo. Fale com um especialista

Análise de Óleo

Chegou o relatório da análise de óleo. O que faço agora?

 30 de maio

Você identificou que sua máquina pode ter problemas e definiu um programa de análise de óleo lubrificante. Depois de recolhidas as amostras, chegou o dia e você acessou o relatório. Mas e agora?

A primeira coisa que você precisa checar no seu relatório de análise de óleo é a informação básica da sua empresa, de qual parte a amostra foi retirada e o tipo de lubrificante. Se tudo estiver da forma como você requisitou, siga em frente.

A parte de onde o óleo analisado foi retirado influencia diretamente a forma como você interpreta o relatório. Só sabendo disso você consegue identificar sobre a origem das causas da contaminação ou do desgaste.

Além disso, dependendo do componente de onde o óleo foi extraído, você pode determinar valores-base de viscosidade, aditivos e nível de acidez. Agora, vamos olhar para os principais pontos do relatório.

Elementos de desgaste

São os que ajudam a determinar a presença e a identificação de partículas originadas do desgaste ou da corrosão de peças. Ou seja, são capazes de indicar desgastes prematuros em peças como rolamentos, bombas hidráulicas, anéis de segmentos e outros.

O Grupo de Elementos de Desgaste é constituído por:

  • Ferro
  • Cromo
  • Cobre
  • Chumbo
  • Estanho
  • Prata
  • Titânio
  • Níquel
  • Molibdênio
  • Alumínio
  • Vanádio
  • Manganês

A combinação das altas concentrações desses elementos é capaz de identificar desgastes prematuros específicos de um compartimento.

A interpretação correta dos resultados pode indicar ações necessárias para evitar paradas. A intervenção poderá ser feita no equipamento, atacando a “causa raiz” da anormalidade.

 

Elementos de contaminação

Esses elementos identificam contaminações externas ou internas que podem causar grandes estragos nos componentes, como a água, por exemplo.

O Grupo de Elementos de Contaminação é constituído por:

  • Alumínio
  • Silício
  • Sódio
  • Potássio

Altas concentrações dos elementos silício + alumínio indicam uma contaminação externa por poeira. Logo, é onde as intervenções deverão ser direcionadas a fim de analisar as condições das vedações e dos filtros de ar.

Notamos que o elemento alumínio está nos Grupos de Elementos de Desgaste e Contaminação, o que pode gerar dúvidas na sua identificação em casos de anormalidades. Mas, com objetivo de orientar os clientes, a ALS criou uma simples regra de identificação:

Quando os resultados de silício forem maiores do que os de alumínio, as intervenções deverão ser direcionadas a causas de contaminação externa. Análise de vedações, filtros de ar e coletores de admissão.

Quando os resultados de silício forem menores do que os de alumínio, as intervenções deverão ser direcionadas a desgaste prematuro dos componentes. Nesse caso, a inspeção do elemento filtrante é muito importante.

Podemos notar que nesse grupo temos sódio e potássio. Suas altas concentrações indicam dois tipos de contaminação distintos:

  • Contaminação Externa: altas concentrações de sódio
  • Contaminação Interna por Líquido Arrefecedor: 
combinação das altas concentrações de sódio e potássio

 

Elementos de aditivação

Esse grupo é muito importante, pois é focado em identificar o atual estado físico e químico do produto, além de definir o tempo restante de vida útil.

Os elementos identificam falhas operacionais nocivas aos componentes, como abastecimento de óleo incorreto para aplicação e mistura.

O Grupo de Elementos de Aditivação é constituído por:

  • Boro:
    Aditivo modificador de atrito
  • Bário:
    Aditivo detergente
  • Cálcio:
    Aditivo detergente (mais comum)
  • Magnésio:
    Aditivo detergente (mais comum)
  • Fósforo:
    Aditivo de extrema pressão
  • Zinco + Fósforo:
    Aditivo antidesgaste

 

Interpretação dos resultados

Depois que você revisou o conteúdo do seu relatório, é hora de agir. Não adianta muito fazer a análise e não atuar nas partes que precisam de atenção.

Se você não tem conhecimento técnico suficiente para saber quais ações tomar, não se preocupe!

A ALS possui um programa chamado Interpretação Ativa, que tem o objetivo de entrar em contato com o cliente após o envio dos relatórios para conversar sobre um caso de maior criticidade, criando uma oportunidade de esclarecer dúvidas sobre a interpretação e receber mais detalhe sobre as ações necessárias.

 

Assim, você tem a oportunidade de receber mais detalhes e tomar decisões com base em orientações de profissionais especializados. Se é isso que você precisa no momento, entre em contato agora!

Posts

Mais lidos

Manutenção Preventiva x Manutenção Preditiva: Saiba a Diferença Manutenção preditiva: tudo o que você precisa saber sobre o assunto Quais os objetivos da manutenção preditiva? Análise de óleo: tudo o que você precisa saber sobre o assunto. Descubra o que é MTTR e MTBF e quais são suas diferenças O que significa o S10 para óleo diesel? As falhas mais comuns ligadas à lubrificação de motores Saiba qual é o Planejamento e Controle da Manutenção ideal As cinco funções básicas do óleo lubrificante Motor a diesel: você conhece suas principais partes?

Material

Gratuito

Gostou do que leu? Deixe um comentário!

Receba as atualizações e novidades do Blog

Thank you! Your submission has been received!

Oops! Something went wrong while submitting the form :(

ASSINE A NEWSLETTER DO BLOG
MANUTENÇÃO PREDITIVA
E SAIBA TUDO PARA MELHORAR
A PERFORMANCE DOS SEUS EQUIPAMENTOS