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Análise de Óleo

Benefícios da lubrificação centralizada

 24 de maio

A conversa sobre a importância da lubrificação centralizada envolve falar sobre a cultura de manutenção, que ainda encontra muita resistência no Brasil.

A maior dificuldade é desmistificar a ideia de que o uso deste sistema não é confiável ou custa caro. Mesmo depois da implantação, resta conscientizar sobre o fato de que o sistema não elimina a necessidade de realizar análises de óleo.

Todo gestor deve entender que a lubrificação precisa receber o mesmo nível de atenção dispensado à própria operação dos equipamentos.

No post de hoje, vamos entender o que é a lubrificação centralizada, quais são as vantagens, seus usos e cuidados.

O que é e como funciona a lubrificação centralizada

A lubrificação centralizada ou automática é constituída basicamente por uma bomba e por distribuidores. O lubrificante é bombeado e dosado de forma progressiva e seriada, evitando a lubrificação excessiva ou insuficiente.

Para a implantação do sistema, os distribuidores e a quantidade de óleo ou graxa podem variar bastante de máquina para máquina. Mesmo assim, a quantidade pode ser previamente definida e depois monitorada.

A existência de uma grande quantidade de pontos de lubrificação ou de pontos de difícil acesso é outra razão para se instalar sistemas centralizados, por permitirem efetuar a lubrificação de forma precisa e confiável com poucos recursos humanos.

As bombas podem ser pneumáticas, elétricas, hidráulicas ou manuais e são definidas conforme a especificação do projeto. Algumas válvulas dosadoras também ajudam a regular a quantidade de produto. O ideal é que um profissional fique responsável por isso.

 

Vantagens da lubrificação centralizada

Existem muitas vantagens na utilização desse sistema automático de lubrificação:

  • Não é necessário interromper a atividade do equipamento para injetar manualmente lubrificante.
  • É possível configurar o sistema com base nas necessidades do equipamento, o que evita o desperdício. A redução pode chegar a 70%.
  • Tem-se corte de despesas com mão de obra (mesmo assim, é preciso um profissional qualificado para regular o sistema).
  • Há a possibilidade de extensão de vida útil das peças por estarem recebendo sempre lubrificação otimizada.
  • É possível lubrificar com apenas um esforço toda a máquina, eliminando a possibilidade de acidentes de trabalho.

 

Principais usos

Os sistemas de lubrificação automática ainda recebem pouca aceitação na maioria dos setores. O que mais utiliza é o da mineração, com 40% das máquinas recebendo lubrificação com o sistema.

Isso acontece porque muitos equipamentos saem de fábrica com o sistema, mesmo que ainda seja necessário um profissional para cuidar disso.

Mas a lubrificação centralizada pode ser utilizada em vários setores e opera tanto com óleo quanto com graxa. Alguns exemplos de uso que obtêm sucesso são nas máquinas operatrizes, na siderurgia, nas locadoras de veículos, dentre outros.

Uma tecnologia pouco conhecida que utiliza a lubrificação automática é a de cabos de aço de guindastes. É de extrema importância que esse material se mantenha lubrificado para o funcionamento da máquina e o sucesso das operações.

A graxa precisa impregnar toda a extensão do cabo de aço entrelaçado, e, para evitar ferrugem, é necessário que chegue até a parte interna.

A bomba de lubrificação centralizada é instalada na ponta e elimina doses progressivas de graxa, sem que seja necessário pincelar o cabo de aço de tempos em tempos. Assim, a graxa é distribuída enquanto o guindaste executa seu trabalho normalmente, sem que precise parar.

Esse uso é bastante interessante, mas o sistema automático pode ser usado em qualquer equipamento que tenha atrito. O custo-benefício é atraente e realmente vale a pena, mas é preciso tomar alguns cuidados.

 

Cuidados com a lubrificação centralizada

Para que o sistema de lubrificação centralizada funcione em estado perfeito, é preciso verificar periodicamente os seguintes itens:

  • Nível do reservatório. Mantenha o reservatório da bomba sempre abastecido, com lubrificante limpo. Nesta etapa, evite abastecer retirando a tampa, já que pode abrir a possibilidade de contaminação ou formação de bolsas de ar. Siga as orientações do fabricante para realizar o trabalho corretamente.
  • Nível de óleo dos redutores. Em alguns sistemas de lubrificação centralizada, pode haver necessidade de lubrificação extra dos redutores, e esses devem ser substituídos seguindo as orientações do fabricante.
  • Painel elétrico. Planeje a manutenção do painel elétrico, quando existente. O checklist pode incluir lâmpadas, botões de acionamento, fusíveis, etc.
  • Tubulação. Mantenha a tubulação do sistema devidamente pintada e confira sempre se existem vazamentos.
  • Mancais ou pontos de lubrificação. Verifique periodicamente, de acordo com um Programa de Manutenção, se tudo está sendo devidamente lubrificado. Procure sinais de que há problemas, como a temperatura ou a contaminação do óleo.
  • Óleo lubrificante. Não deixe de utilizar a melhor qualidade de lubrificante possível, bem como o produto adequado para seu tipo de equipamento. Observe sempre as condições de viscosidade, que podem acarretar falhas no sistema.

Aproximadamente 95% dos problemas de funcionamento de máquinas estão relacionados à contaminação do lubrificante. Por isso, mantenha as análises em dia.

 

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Comentários:

Manutenção Preditiva | 11 de outubro
Olá, Paulo. Tudo bem? A ALS não trabalha diretamente com lubrificação para lhe ajudar com propriedade. Se preferir, nos envie aqui seu e-mail e telefonee pediremos para uma empresa parceira entrar em contato com você. Até breve!

Comentários:

Paulo Roberto | 04 de outubro
Quais os softwares geralmente utilizados em um sistema de lubrificação centralizado?

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