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Análise de Óleo

Aumentando a confiabilidade por meio da análise de óleo na indústria

 04 de janeiro

Os Departamentos de Manutenção Industrial estão em busca de maior confiabilidade. Isso significa que eles querem aumentar o tempo médio entre falhas (MTBF) e, quando há um indício de falhas, o desejo é saber sobre isso com muita antecedência. A maneira de aumentar o MTBF é encontrar e eliminar as causas raiz das falhas. Isso é denominado manutenção proativa. O modo de obter aviso antecipado das próximas falhas nos equipamentos é monitorar as características de falha. Neste caso, trata-se da manutenção preditiva.

A análise do óleo é proativa ou preditiva?

A análise do óleo na indústria pode ser tanto proativa quanto preditiva. A vida operacional da maioria das máquinas industriais está diretamente relacionada à contaminação e à química dos lubrificantes. Água e poeira são dois contaminantes comuns que aumentam drasticamente as taxas de desgaste e encurtam a vida útil da máquina. Óleo degradado, óleo impróprio e lubrificação inadequada também são contribuintes significativos para falhas iniciais.

Ao monitorar, reportar e recomendar a correção de problemas de contaminação, a análise de óleo é potencialmente a tecnologia de monitoramento de condição proativa mais valiosa disponível para melhorar a confiabilidade da planta.

Além de ser proativa, a análise de óleo pode efetivamente prever a falha catastrófica iminente de sistemas mecânicos e elétricos através do qual o óleo flui. Da mesma forma que um médico analisa o sangue para discernir problemas internos do corpo humano, os profissionais de manutenção podem usar a análise de partículas de desgaste para discernir problemas iminentes no equipamento. Quatro categorias representam a maior parte do desgaste anormal para máquinas industriais. Vejamos: desgaste abrasivo, desgaste adesivo, desgaste por fadiga e desgaste corrosivo.

 

  • Partículas de desgaste abrasivo são normalmente indícios de excesso de sujeira ou outras partículas duras no óleo que estão usinando as superfícies de contato.

 

  • As partículas de desgaste adesivo revelam problemas de deficiência na lubrificação como resultado de baixa viscosidade, carga elevada, alta temperatura, velocidade lenta ou uso de lubrificante inadequado.

 

  • Já as partículas de desgaste de fadiga são frequentemente associadas a problemas mecânicos, tais como montagem imprópria, ajuste inadequado, desalinhamento, carga excessiva ou outra condição.

 

  • Por sua vez, partículas de desgaste corrosivo são o resultado de fluidos corrosivos, como água ou substâncias de processo em contato com superfícies metálicas.

Ao agrupar as informações como contaminação com poeira, contaminação da água, a química do óleo, e a análise detalhada dos metais de desgaste, o profissional da manutenção pode avaliar os problemas relacionados ao lubrificante, ao desgaste, a sua severidade e às ações corretivas apropriadas.

 

Quais são os benefícios?

 

Os benefícios de se fazer a análise de óleo foram bem documentados. Inúmeras histórias de casos e exemplos da economia com custos já foram publicadas. A maioria das pessoas rapidamente entende o valor da análise de óleo, e mais plantas industriais estão utilizando, mesmo que eventualmente, esse tipo de análise de óleo. No entanto, apenas algumas plantas estão experimentando os benefícios mensuráveis de vida estendida dos equipamentos e falha prevista por meio de seu programa de análise de óleo.

É muito comum para as plantas industriais deixar a responsabilidade pela análise de óleo para seu fornecedor de lubrificante. Um moinho de papel de tamanho médio normalmente gasta US$ 300.000 por ano em lubrificantes. Com esse valor em contrato, não é difícil negociar a análise “gratuita” do óleo direto com o fornecedor do lubrificante. Em entrevista com dezenas de clientes que usam análise de óleo gratuita, nenhum deles consegue apontar cases, ganhos, qualquer economia de custos, e a maioria só diz que eles fazem já que “está no contrato de fornecimento”.

Há muitas maneiras de obter falsa sensação de segurança sobre a análise de óleo. Um deles é pensar que você está coberto porque seu fornecedor de lubrificante cuida de tudo. A General Motors Caminhão e Ônibus descobriu, de maneira dura, que isso não funciona. Eddie Bohn e Frank D’Arcio relataram que, dois anos antes, a GM Linden estava confiando em sua análise de óleo “gratuita”, quando uma caixa redutora crítica falhou, custando-lhes 27 horas de inatividade de produção. O fornecedor tinha acabado de enviar um relatório normal, porém, infelizmente, a análise de óleo “gratuita” não incluiu testes para monitorar a concentração dos metais de desgaste e, desse modo, não conseguiu apontar a falha iminente.

Em outro incidente, Eddie Bohn relata que sua análise de óleo “gratuita” entre dois fornecedores de lubrificantes diferentes não conseguiu identificar a contaminação grave de um sistema de lubrificação robótica. Neste caso, o sistema de óleo foi contaminado com partículas de ferro esféricas de escória de soldagem que tinham entrado através de uma placa de inspeção aberta. A análise de óleo em um laboratório dedicado detectou esse problema não identificado por dois fornecedores. Os laboratórios dos fabricantes poderiam ter encontrado o problema tão bem quanto os testes feitos em um laboratório dedicado, se tivessem sido pagos para fazer os testes certos, mas não o foram.

A análise de óleo em laboratórios é capaz de encontrar causas raiz e prever falhas relacionadas ao desgaste, desde que sejam coletadas boas amostras e feito o ensaio correto.

Muitas plantas enviam de dez a 20 amostras por mês e consideram que têm um programa de análise de óleo aceitável. Mais uma vez, essa é uma falsa sensação de segurança. Não há nenhuma maneira de um Departamento de Manutenção Industrial poder monitorar adequadamente o estado de suas máquinas com um número tão insuficiente de amostras.

Se sua planta é uma fábrica de papel, uma fábrica de montagem de automóveis, uma fábrica de produtos químicos, uma usina de aço, uma planta de processamento de alimentos, ou uma usina, você vai encontrar a necessidade premente da análise de óleo. Cada uma dessas diversas plantas requer centenas de máquinas lubrificadas a óleo, incluindo caixas de engrenagens, bombas, motores, moto redutores, unidade hidráulica, máquinas de processamento, rolos, ventiladores, turbinas e compressores. Em geral, você vai constatar a utilidade de analisar de 100 a 200 amostras por mês na maioria das plantas industriais. Para uma usina siderúrgica integrada ou grande operação de mineração, serão necessárias mais de 1.000 amostras por mês para dar andamento a esse processo.

 

Quem vai fazer a análise de óleo?

Uma questão importante a responder sobre a análise de óleo no local é: “Quem vai fazer a análise de óleo?” Muitas plantas industriais são confrontadas com redução de custos para atividades de manutenção. Algumas equipes de manutenção preditiva que anteriormente contavam com um número de quatro a seis pessoas foram reduzidas pela metade. Aí, vem a questão: como essas plantas, então, podem aumentar o número de amostras de óleo coletadas de 10 por mês para mais de 100 por mês? Como eles podem, em tal situação, começar a fazer a análise de óleo?

O único ingrediente mais importante para um programa de tribologia de sucesso é o responsável por trás dele. Um indivíduo deve assumir a liderança em direção à melhoria contínua. A chave para o sucesso é o responsável da manutenção com uma visão de melhoria.

Qual departamento deve executar a análise de óleo? Pode-se inferir que a equipe de confiabilidade no Departamento de Manutenção é a primeira escolha. Uma boa alternativa é direcionar a análise de óleo a esse departamento de manutenção que já participa do processo. A segunda escolha seria contratar um empreiteiro externo para recolher as amostras e enviá-las a um laboratório qualificado. Em qualquer dessas situações, o critério essencial é que os resultados da análise de óleo devam afetar a manutenção do equipamento. Análise de óleo sem ações corretivas correspondentes é obviamente a coisa “errada” a fazer.

 

Escrito por: Maurício Carvalho – Gestor e especialista na área de análise de óleo e lubrificação na Oilcheck.

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