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Análise de Óleo

Óleo lubrificante para embarcações: visão geral

 22 de janeiro

Trabalhar com óleo lubrificante para embarcações é uma tarefa que exige extrema responsabilidade. Afinal, o motor de um navio pode custar até cinco milhões de dólares e precisa estar muito bem lubrificado para suportar as longas travessias e não se danificar.

Além, é claro, da rapidez necessária para a entrega dos produtos e para a realização do abastecimento, já que um só dia de espera em determinados portos pode implicar um gasto de 15 a 30 mil dólares.

Embarcações

É importante frisar que existem diversos tipos de embarcação e uma infinidade de equipamentos instalados a bordo que precisam ser lubrificados. Dentre os navios de grande porte, por exemplo, há os conteneiros, os graneleiros, os petroleiros, os químicos, os gaseiros, os de carga geral e os transportadores de carros.

Dentre os de médio e pequeno portes, temos as dragas, os de apoio de plataformas (PSV – Platform Supply Vessels, AHTS – Anchor Handling, Tug and Supply, etc.), os empurradores e os rebocadores portuários.

Todos esses navios têm, além disso, ao menos os seguintes equipamentos: um motor principal também chamado de “motor de propulsão”; motores auxiliares, responsáveis pela geração da energia a bordo; e os equipamentos secundários, como guindastes, máquina do leme, sistemas hidráulicos, sistemas de refrigeração, purificadores, turbinas.

Óleo lubrificante para embarcações

A preocupação com a lubrificação deve ser grande para todos os equipamentos, desde a máquina do leme até o motor de propulsão. O motor principal, no entanto, merece atenção especial e deve estar sempre lubrificado, já que é considerado o “coração” do navio.

Sua lubrificação deve ser feita por meio de produtos de alta tecnologia e aprovados pelos principais fabricantes de motores. Esse é um ponto tão primordial que o próprio capitão do navio deve ser o primeiro a avaliar qual óleo deve ser utilizado em seu motor.

A propulsão dos navios de grande porte é feita geralmente por motores de dois tempos, de baixa rotação, que empregam combustíveis de alta viscosidade, alto teor de enxofre e que trabalham sob alta pressão. A lubrificação desses motores é feita mediante dois sistemas independentes: um para os cilindros e outro para a parte baixa do motor.

Nos cilindros, a lubrificação é feita por meio da injeção, e o lubrificante queima junto com o combustível. O óleo lubrificante para embarcações, vale ressaltar, deve possuir uma reserva alcalina alta para minimizar os efeitos do enxofre encontrado nos combustíveis.

Combustível

Os combustíveis usados na propulsão de grandes navios são, na maioria das vezes, compostos de uma mistura de óleo combustível e óleo diesel. Por conta disso, apresentam alta viscosidade e um teor de enxofre elevado.

De acordo com a Resolução nº 52 da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), de 29 de dezembro de 2010, os óleos combustíveis marítimos, denominados de COM, podem atingir um teor de enxofre máximo de 0,5%.

Com isso, as opções mais comuns são o OCM 120, o OCM 180 e o COM 380, podendo haver ainda outros tipos, conforme os entendimentos entre o fornecedor e o usuário.

Já o óleo diesel marítimo, também regulado pela Resolução nº 52 da ANP, pode ser comercializado em dois tipos: o óleo diesel marítimo A (ou DMA), combustível destilado médio, essencialmente isento de resíduos; e o óleo diesel marítimo B (ou DMB), combustível predominantemente composto de destilados médios, podendo conter pequenas quantidades de óleo de processo do refino. Ambos os tipos devem ter, no máximo, 0,5% de enxofre.

Mercado

A qualidade do produto deixou de ser um diferencial para se tornar uma necessidade. Com um mercado reduzido, a disputa pelos clientes é cada vez mais acirrada.

Preços competitivos, logística e atendimento são os três fatores que mais influenciam nesse quesito, tanto para o segmento de marinha mercante quanto para o de apoio marítimo e portuário.

Vale ressaltar que o consumo médio de lubrificantes de um navio de grande porte pode chegar a 160 mil litros por ano, sem incluir os chamados “secundários”, isto é, os óleos hidráulicos, de engrenagens, de turbina e as graxas.

Estima-se, além disso, que o mercado de óleo lubrificante para embarcações nacional seja de 20 milhões de litros ao ano, incluindo os navios da Transpetro, que representam aproximadamente 50% do número de navios em navegação, no país, hoje.

Crescimento

Os fabricantes e os distribuidores de lubrificantes estão na expectativa de crescimento desse mercado, principalmente nas atividades relacionadas à offshore, em que existem sempre encomendas por novas embarcações.

Nos últimos anos, a entrada em operação de novas embarcações tem sido um alento para o segmento de lubrificantes, que aguarda com ansiedade o retorno das encomendas para a marinha mercante. A eficiência com relação à logística tornou-se um grande diferencial para a conquista de outros negócios.

Por esse e outros fatores, a relação de parceria entre os fornecedores de óleo lubrificante para embarcações e os armadores está cada vez mais forte. E a confiança está superando até pequenas diferenças comerciais que possam existir entre empresas.

Óleo biodegradável

Outra preocupação do segmento de navegação tem sido a segurança ambiental nas entregas dos lubrificantes. Em dezembro de 2013, a Licença Geral de Embarque – Vessel General Permit (VGP) –, da Agência de Proteção Ambiental dos EUA (EPA), entrou em vigor.

Baixada pelo governo norte-americano, a legislação introduziu outros regulamentos ambientais para os navios que operam em águas costeiras dos EUA, estabelecendo que os óleos lubrificantes ambientalmente aceitáveis ​ (EAL) devam ser usados ​​em todas as interfaces óleo-mar em qualquer navio maior que 79 pés.

O regulamento cobre as águas dos Estados Unidos a até 3 milhas da costa e dos Grandes Lagos. Os selos e os equipamentos precisam ser mantidos de acordo com as normas de regulamentação, com multas por não conformidade.

As exigências incluem o uso de lubrificantes biodegradáveis de alta performance nas hastes de popa, nas hélices de passo controláveis, nos estabilizadores, nos lemes, nos propulsores, nos azipods, nos cabos e nas interfaces de entalhe de reboque. Recomenda-se também que o equipamento do convés utilize óleos EAL se houver risco de vazamento ao mar.

Embora ainda não haja norma obrigando o uso de óleos biodegradáveis no Brasil, há, por aqui, ampla regulamentação quanto ao manejo e ao destino dos resíduos lubrificantes.

O assunto abrange uma série de medidas que atendem ao tratado internacional MARPOL de controle à poluição, a várias regras de gestão ambiental em instalações portuárias, ao controle ambiental das embarcações em águas territoriais e à gestão dos resíduos lubrificantes.

A tecnologia indicada nos EUA já aportou no Brasil; desde 2015, está em uso a linha biodegradável, composta de óleos e graxas sintéticos de alta performance que trazem maior segurança e garantia de produtividade.

A nova tecnologia empregada atende às operações offshore e de navegação marítima – segmentos prioritários para o uso de biodegradáveis em razão da criticidade dessas operações e da necessidade de um lubrificante de baixa toxicidade aquática que não prejudique o ambiente, mesmo em casos de vazamento.

A linha pode ser aplicada a quaisquer sistemas hidráulicos que possuam caixas de engrenagem, thrusters, stern tubes, cabos de aço e outros componentes mecânicos de embarcações dos mais variados tipos e portes. Também pode ser usada no segmento industrial, desde que as empresas utilizem algum tipo de sistema hidráulico.

A questão, agora, é a adaptabilidade da nova tecnologia de lubrificantes ao parque de motores dos barcos em uso no Brasil. Da mesma forma que nos EUA, eventual restrição deverá se limitar às embarcações e aos motores capacitados a utilizar o novo lubrificante. O importante, no entanto, é que a alternativa já é realidade no comércio nacional.

Conclusão

Por desempenhar papel essencial no vasto mercado, o óleo lubrificante para embarcações requer cuidados especiais. Um dos melhores caminhos para garantir e manter as boas condições desse componente é a adoção de técnicas de manutenção preditiva, metodologia responsável pelo acompanhamento sistemático de máquinas e equipamentos.

Entenda a importância da manutenção preditiva.

Uma das principais categorias da manutenção preditiva é a análise de óleo. Lançando mão de técnicas variadas, esse método coleta diversos dados sobre o estado do óleo lubrificante. A interpretação minuciosa desses dados pode apontar desgaste de peças móveis e presença de substâncias contaminantes, que afetam o desempenho de todo o motor.

Por meio da manutenção preditiva e, especialmente, da análise de óleo, sua empresa pode obter e consolidar um entendimento consistente do corpo maquinário das embarcações. Tais metodologias trazem benefícios como redução de custos com futuros reparos, aumento da vida útil e aumento da disponibilidade dos componentes.

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