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Análise de Óleo

Cromatografia gasosa: conheça essa análise essencial

 17 de janeiro

Como técnico de manutenção, você deve prezar a durabilidade e a confiabilidade dos seus equipamentos. Para isso, conhecer análises e técnicas de manutenção preditiva é muito importante. A cromatografia gasosa é uma dessas técnicas e deve ser levada em consideração quando falamos em equipamentos elétricos utilizados em indústrias. Descubra no post, a seguir, a importância da cromatografia gasosa para a saúde e a funcionalidade desses equipamentos e por que você pode beneficiar-se dela.

Seringa de cromatografia da ALS.

 

O que é cromatografia gasosa

A cromatografia gasosa é um método físico de separação dos componentes de uma mistura através de uma interação diferencial dos seus componentes entre uma FASE ESTACIONÁRIA (líquido ou sólido) e uma FASE MÓVEL (gás).

Bem, se isso parece complicado, não se preocupe. É realmente bem complicado. Então, vejamos uma analogia bem simplificada (liberdade poética) para, ao menos, entendermos o conceito:

Imagine um tubo capilar longo e cheio de um pó muito fino. Um pó tão fino que funciona como peneira molecular. Se passarmos dois gases de moléculas com tamanhos diferentes (A e B), veremos na outra ponta que o gás de molécula menor (A) vai sair primeiro, e o maior (B) sairá por último. Um detector instalado na saída nos permitirá dizer quando e quanto de gás está saindo. Então o “quando” está relacionado a um gás específico. Nunca veremos B sair antes de A, e cada um deles sairá sempre com o mesmo tempo. E o “quanto” está relacionado  à concentração desses gases na mistura.

A importância da cromatografia gasosa

Já sabemos um pouco sobre como a cromatografia gasosa identifica e quantifica os gases. Mas para que precisamos dela?

Transformadores elétricos precisam de isolamento contra descargas e de refrigeração para dissipar o calor. Em geral, é usado óleo mineral isolante para tal finalidade.

Durante o funcionamento do transformador, ocorre um processo normal de envelhecimento, o qual gera gases característicos. Se houver alguma alteração no transformador por defeito ou até mesmo por simples variação de carga, percebe-se variação na concentração desses gases.

Por meio da análise de cromatografia gasosa, é possível definir a composição da mistura de gases dissolvida no óleo isolante. Trata-se de um ensaio de monitoramento muito sensível que detecta a presença de nove gases, conforme regulamentado pela NBR 7070 (Tabela 1).

A avaliação é feita por amostragens utilizando seringas de vidro. As coleta podem ser realizadas pelo técnico responsável da empresa ou por uma terceirizada. Algumas indústrias contam com laboratório próprio, outras, em razão do altíssimo custo de aquisição, calibração, manutenção dos equipamentos e qualificação profissional do químico, optam pela terceirização desse serviço.

Em quaisquer dos casos, recomenda-se que as coletas sejam feitas sempre da mesma maneira, com os mesmos instrumentos, para que se evitem erros amostrais. Saiba quais são as cinco informações mais importantes que você deve averiguar antes de contratar um laboratório terceirizado (clique aqui).

O laboratorista, assim que recebe a seringa com a amostra, faz preparações especiais para extrair os gases nela dissolvidos. Em seguida, apenas os gases extraídos são injetados no cromatógrafo para a identificação e a quantificação.

Visando a um diagnóstico confiável, são necessárias análises periódicas e contínuas, uma vez que a concentração dos gases varia ao longo do tempo. Assim, para verificar a evolução da concentração de compostos improdutivos diluídos no óleo, devem-se manter análises sistemáticas que possam ser comparadas umas com as outras.

Através da cromatografia gasosa, é possível detectar problemas na sua origem e adotar medidas corretivas acertadas que garantam a operacionalidade e a segurança do equipamento.

TABELA 1 – Gases cuja concentração deve ser analisada conforme NBR 7070

Gás

Fenômenos mais comuns associados

Hidrogênio (H2)

Descarga parcial; eletrólise

Oxigênio (O2)

Envelhecimento do óleo

Nitrogênio (N2)

Não relacionado com defeito, mas útil na interpretação dos demais gases

Monóxido de Carbono (CO)

Celulose superaquecida

Dióxido de Carbono (CO2)

Descarga parcial; celulose superaquecida; corona no papel

Metano (CH4)

Descarga parcial; corona no óleo

Etileno (C2H4)

Óleo superaquecido

Etano (C2H6)

Corona no óleo; sobreaquecimento no óleo

Acetileno (C2H2).

Arco elétrico

Dessa maneira, é possível diagnosticar um problema antes que ocorram falhas na unidade, adotando-se um procedimento adequado de reparo no equipamento. Quando o problema ainda é pequeno, o tempo necessário de desativamento programado da unidade é mínimo, comparando-se ao período demandado em caso de acidente ou de pane no equipamento.

Além disso, dependendo da gravidade da situação, a manutenção preditiva realizada com base na análise de cromatografia gasosa pode evitar situações drásticas, como a perda total do equipamento e prejuízos em função da parada total da produção daquela unidade.

Realize a análise de cromatografia gasosa

O técnico encarregado das operações de manutenção deve manter em sua rotina diária procedimentos que resguardem a segurança das equipes, bem como proteja o equipamento de danos e, consequentemente, de prejuízos financeiros.

Para isso, deve ser bem organizado e ter um planejamento das manutenções preditivas a ser realizadas periodicamente. Temos um guia completo de planejamento de manutenção, conheça aqui.

No caso de equipamentos elétricos, o diagnóstico obtido valendo-se da cromatografia gasosa permite que o técnico tenha uma visão detalhada dos equipamentos pelos quais é responsável.

Com essas informações, ele pode tomar decisões em tempo hábil, de maneira a prevenir acidentes de trabalho, falhas nos equipamentos e perdas na produção oriundas de paradas não programadas.

É importante ressaltar que a pessoa responsável pelas análises deve ser treinada em procedimentos de amostragem e análise e interpretação estatística dos dados coletados, que deve ser baseada na NBR 7274.

Destaca-se também a imprescindibilidade da criação de um banco de dados organizado que contenha os relatórios das análises. Não se controla aquilo que não se monitora. E, para um efetivo monitoramento, deve-se quantificar o que se pretende controlar.

Clique aqui e conheça como funcionam os relatórios da ALS Tribology e como eles podem ajudar você a cuidar melhor dos seus equipamentos.

Assim, para o efetivo controle de custos e uso racional dos recursos empregados na indústria, é essencial que as informações sejam facilmente localizáveis e estejam apresentadas de maneira clara para consultas posteriores.

A ALS Tribology possui know-how para a realização qualificada da análise de cromatografia gasosa. Faça aqui uma cotação gratuita e mantenha a saúde e a funcionalidade dos seus equipamentos por mais tempo!

Comentários:

Pedro Hernandes | 15 de agosto
Olá, Baltazar. Tudo bem? Nós não comercializamos instrumentos. No Brasil temos conhecimento de valores para cromatógrafo manuais até 50k BRL até automáticos de mais de 250k BRL. Todavia, estão incluídos os grandes impostos brasileiros e são valores para usuários finais, assim como nós da ALS.

Comentários:

Baltazar Tomo | 14 de agosto
Bom dia, Trabalho num Laboratório de Análises Química como técnico de Laboratorio, estamos a preparer o orçamento do ano 2019, poeranto gostaria de saber qual seria o preço de um cromatógrafo_gasoso até Junho de 2019. Cumprimentos Baltazar Tomo

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