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Análise de Óleo

Analisar rapidamente um resíduo de óleo faz a diferença na manutenção

 23 de abril

Muitas vezes é necessário determinar rapidamente se um equipamento móvel ou industrial está gerando uma quantidade não usual de resíduo de óleo. Para se proceder às atividades de manutenção que se façam pertinentes.

Uma forma de se realizar isto é simplesmente filtrar o óleo lubrificante. Através de uma membrana e observar o material particulado sólido com um microscópio simples munido com iluminação de topo.

Analisar rapidamente um resíduo de óleo faz a diferença na manutenção

Material particulado sólido oriundo de desgaste tende a ser brilhante por refletir a luz. Especialmente se as partículas forem recém-geradas. E ainda não terem sofrido processo de oxidação.

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No entanto,  é necessário separar os resíduos de desgaste das sujidades. Para se ter uma visão mais clara do que está ocorrendo no maquinário.

A seguir, vemos a descrição de um método on-site de efetuar a separação de resíduos magnéticos de desgaste (ex. ferro e aço), rápido e barato. Uma vez separadas, as partículas magnéticas podem ser avaliadas utilizando-se um microscópio de campo com iluminação de topo e de baixo custo.

1 – Misture volume determinado de óleo lubrificante com solvente (nafta) adequado, na proporção 50/50, em um béquer ou frasco de fundo plano. É importante que o solvente utilizado para mistura com o óleo lubrificante seja filtrado enquanto é dispensado para o béquer ou frasco de fundo plano ou antes da operação; 

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2 – Segure um disco magnético plano firmemente contra o fundo do béquer. Ou frasco de fundo plano e, por 03 minutos, mova-o de forma de forma circular; 

Analisar rapidamente um resíduo de óleo faz a diferença na manutenção3 – Sem remover o disco magnético plano, transfira o líquido e os resíduos não-magnéticos para fora do béquer ou frasco de fundo plano através de uma membrana utilizando-se um aparato de vácuo com acionamento manual ou elétrico. Com esta operação, somente as partículas magnéticas ficarão retidas. Pela ação do ímã, no fundo do recipiente;

4 – Remova o disco magnético plano. Adicione cerca de 50 ml de solvente filtrado. E efetue mais movimentos circulares com o disco magnético;

5 – A seguir, utilizando a bomba de vácuo manual ou elétrica. efetue a transferência do líquido e das partículas magnéticas para uma outra membrana;

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6 – Visualize as 02 membranas utilizando um microscópio com iluminação de topo. Os resíduos retidos na primeira membrana serão: sílica, polímeros, ferrugem, óxidos, borras, fibras e metais de desgaste não-ferrosos ( cobre, babbitt, alumínio ). A segunda membrana mostrará os resíduos ferrosos gerados do desgaste de componentes bastante críticos como eixos, mancais de rolamento, engrenagens etc.;

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7 – Caso necessário, recorra a um atlas de partículas de desgaste. Para interpretar os resíduos de desgaste encontrados nas 02 membranas;

Analisar rapidamente um resíduo de óleo faz a diferença na manutenção

Análise rápida do resíduo de óleo pode fazer a diferença 

A técnica apresentada é bastante flexível. E provê informações “in loco” e rápidas sobre a condição do maquinário móvel ou industrial. Pode ser utilizada, por exemplo, ao se averiguar anormalidades no ensaio de Contagem de Partículas. Na medição do Nível Global de Vibrações. Na avaliação da temperatura de operação da máquina. Ou até mesmo, em caso de suspeita de falha em filtros de óleo lubrificante.

A confirmação visual da origem dos resíduos de desgaste. Eleva a confiança do pessoal de manutenção em decisões e recomendações referentes à paralisação ou não de equipamentos móveis ou industriais.

 

Analisar rapidamente um resíduo de óleo faz a diferença na manutenção

Artigo originalmente publicado em: http://portallubes.com.br/2017/10/residuo-de-oleo-manutencao/

Comentários:

Manutenção Preditiva | 09 de novembro
Para este tipo de avaliação, é possível verificar partículas grandes apenas passando o óleo por um pano branco (e limpo) e utilizando um ímã por baixo para verificar se há particulado magnético. Outra forma seria usar um kit de filtração simples por membrana e um microscópio de campo (também muito simples), para assim, identificar o particulado. Aqui na ALS, temos a ferramenta corta-filtro para auxilia-lo na inspeção do elemento filtrante. Mas especialmente, analisamos o óleo em nosso laboratório a fim de identificar não apenas partículas de desgaste, como também a degradação do próprio lubrificante e presença de contaminantes como água, silício, sódio e etc. Qualquer dúvida nos avise. :)

Comentários:

Guilherme Ribeiro Santos | 01 de novembro
Qual o nome dos equipamentos utilizados para essa aferição?

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