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Lubrificantes

5 técnicas de manutenção preditiva para aumentar a performance

 26 de janeiro

Manutenção sempre foi uma das partes de uma indústria que dá mais dores de cabeça. Mesmo com muitos avanços tecnológicos, o maior desafio continua sendo prever as falhas antes que elas aconteçam.

A manutenção preditiva, para aumentar o desempenho, combina técnicas preventivas baseadas nas condições indicadas pelos fabricantes de equipamentos para criar um modo altamente assertivo de coletar e gerar dados que indiquem possíveis problemas.

A fim de garantir que as análises sejam completas, a manutenção preditiva envolve vários processos, como análise de vibrações de equipamentos e termografia de sistemas elétricos e mecânicos.

Hoje, vamos focar na análise do óleo lubrificante, um dos componentes mais importantes de uma máquina industrial; por isso, não pode faltar na manutenção preditiva.

1. Infravermelho

No óleo lubrificante, essa técnica tem como objetivo principal identificar as substâncias presentes, tais como:

Oxidação

Ocorre em todos os tipos de máquinas por ser a forma mais comum de degradação de lubrificantes. É a reação com o oxigênio e acelerada por temperatura e catalizadores (as próprias partículas de desgaste operam como catalizadoras). As consequências mais comuns são aumento da viscosidade e formação de borras que dificultam a circulação do óleo pelas partes lubrificadas. Fenômenos de corrosão são também são observados pois formam-se ácidos orgânicos os quais realimentam a oxidação.

Nitratos / Nitração

Trata-se de uma reação assemelhada com a oxidação, porém tendo o nitrogênio como elemento central. É uma reação mais comum em motores a explosão a gás justamente por ser a combustão a maior fonte para os compostos NOx. Também interfere na viscosidade e formação de borras e formação de ácido nítrico.

Sulfatos / Sulfatação

Predominante nos motores a diesel devido à presença do enxofre no combustível. Ocorre, portanto, também na combustão. Sua consequência mais daninha é a formação de ácido sulfúrico.

Fuligem

Também mais comum em motores a combustão pois é o resíduo de queima incompleta do combustível. Sabe-se que é um das maiores causadoras de panes em motores. 

Glicol

O glicol é um dos componentes do líquido de arrefecimento. Se ele contamina o óleo lubrificante, pode causar graves problemas no funcionamento da máquina devido às microbolhas que são formadas ao se misturar com o lubrificante.

Mas, como os aditivos de líquido de arrefecimento e lubrificante podem ser parecidos, é preciso realizar uma análise eficiente que seja capaz de diferenciar os componentes.

2. Macroscopia

Outra técnica de análise do óleo lubrificante é a macroscopia. Ela consiste em identificar as partículas de poeira e outras substâncias existentes nas amostras.

A presença de qualquer sólido no lubrificante pode aumentar o desgaste das peças, o que indica que esse deva ser sempre examinado.

3. Contagem de partículas

Partículas são um dos tipos mais comuns de contaminação. As de origem externa mais comuns são areia, pó e fibras orgânicas. As de origem interna são dos próprios processos de desgaste. As externas têm como fontes principais a má vedação ou filtros defeituosos e, a mais triste de todas... mais cuidados com os lubrificantes estocados e manipulados nas trocas ou reposições.

Não há nenhuma dúvida de que quanto mais limpo o óleo melhor será para a máquina. A contagem de partículas determina se a quantidade presente é prejudicial ao funcionamento.

Existem vários procedimentos e normas para a realização da contagem das partículas: microscopia óptica em membrana e contadores automáticos por extinção de luz (o laser é o mais famoso).

Já os resultados (que é o que o responsável pela máquina precisa conhecer) são "traduzidos" por normas específicas. Tais normas, ao contrário do que muitos pensam, não determinam a quantidade de partículas permitida para uma máquina. Elas se ocupam exclusivamente da apresentação dos resultados. São elas a ISO 4406-1999, a NAS 1638 e a SAE AS4059.

Apenas o projeto da máquina e a experiência de seu proprietário com o histórico de desempenho podem determinar se a quantidade presente é ou não prejudicial à máquina. Aqui entra fortemente o conhecimento técnico da ALS com a consultoria adequada. 

4. Análise de viscosidade

A viscosidade é uma das características mais importantes de um óleo lubrificante. Ela varia muito de acordo com a máquina em questão e define a resistência que o fluido oferece ao escoamento.

Há vários fatores que podem alterar a viscosidade tanto para cima como para baixo. Os aumentos mais comuns decorrem por oxidação ou mistura com óleo mais viscoso. As diminuições mais frequentes são por diluição por combustível ou mistura com óleos menos viscosos. 

Se for muito baixa para aquele tipo de equipamento aumenta-se risco de contato entre os metais da máquina. Já, se for detectada alta viscosidade, o líquido tem maior dificuldade de passar em partes da máquina. Em qualquer dos casos, há a chamada "falha de lubrificação" mesmo havendo óleo presente.

5. Diluição por diesel

A diluição por diesel afeta diretamente o desgaste do motor causando redução da viscosidade, diminuição da ação dos aditivos detergentes e dispersantes e aceleração da degradação do óleo. A consequência é redução significativa da vida útil do sistema.

O nível máximo de diluição depende do projeto. Geralmente está em torno de 4%, mas o fabricante do motor deve ser sempre consultado e o laboratório de análise precisa ser informado sobre casos específicos.

A viscosidade mais baixa em um motor é o primeiro sinal de diluição. Mas se o óleo estiver com outros problemas que aumentam a viscosidade (oxidação, fuligem etc) é possível ocorrer mascaramento do resultado.

Com o auxílio de outra técnica, o Ponto de Fulgor Vaso Fechado, contorna-se o possível mascaramento citado acima.

Tal teste indica a contaminação por combustível não queimado no caso de motores de combustão interna. Se essa estiver muito alta, pode indicar vazamentos no compartimento de combustível, problemas de ignição e outras deficiências que comprometem a atividade.

Conclusão

A análise de óleo lubrificante se torna mais eficiente quando realizada de forma regular, criando uma tendência de avaliação. O poder de diagnóstico dessas técnicas pode evitar comprometimentos na sua produção que causem paradas.

A análise de tendências é ferramenta fundamental para o bom monitoramento. Para que seja mais eficiente, os valores de referência iniciais para as técnicas citadas acima são obtidos pela comparação das amostras de óleo usado com o novo. A amostra de óleo novo deve ser sem uso, retirada diretamente da embalagem original,  da mesma marca e do mesmo tipo/modelo que o óleo usado.

Identificou a necessidade de aplicar alguma dessas técnicas no óleo de lubrificação do seu equipamento? Entre em contato para fazer uma cotação!

Artigo escrito por Manutenção Preditiva
Editor do manutencaopreditiva.com

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